Editorial

A largada para chegar à elite

06 de Março de 2017 - 07h18 0 comentário(s) Corrigir A + A -

O torcedor do Esporte Clube Pelotas tem um compromisso hoje à noite na Boca do Lobo. É hora de vestir a camisa, desenrolar a bandeira e voltar a apoiar o time na Divisão de Acesso, que garante duas vagas à elite do futebol gaúcho em 2018. A antiga Segundona, aliás, não é local para o Pelotas. Sua história e a força que representa para o esporte no Rio Grande do Sul pedem algo maior. Em campo, é claro, as “coisas” nem sempre funcionam bem. Para a cidade, ainda, é importante que suba o mais rápido possível.

O Lobão inicia sua difícil jornada contra o Avenida. Na sua chave estão outros clubes tradicionais: Aimoré, Guarani, Inter-SM, São Gabriel, Santa Cruz e Guarany de Bagé. Na outra chave encontram-se Esportivo, Lajeadense, São Luiz, Glória, Panambi, Brasil-Far, Tupi e União Frederiquense. Candidatos, portanto, não faltam à competição.

O caminho será árduo, desde a primeira fase. Ela será disputada em dois turnos (jogos de ida e volta), com partidas dentro de cada grupo, classificando-se para a próxima etapa os quatro melhores colocados. A seguir, com as oito equipes classificadas, serão quatro grupos, para que os clubes se enfrentem em dois jogos (mata-mata), se definam os vencedores que irão à semifinal e, depois, à final.

A pré-temporada do Pelotas pode ser considerada boa - foi apenas um gol sofrido. Os testes cresceram gradualmente para que o técnico Marcelo Rospide pudesse conhecer bem o plantel e fazer suas escolhas. É claro que amistosos são diferentes de partidas oficiais. As palavras do volante Fábio Rosa ajudam a entender o que vem pela frente: “Tem aquele friozinho na barriga, mas é isso. Não temos ajustes finais, pois foi uma boa preparação. Só precisamos agora de ritmo de jogo, aquele algo que só o jogo te dá, essa sensação de ganhar os três pontos, sempre precisando minimizar os erros e estar 100% concentrado”.

Ao torcedor áureo-cerúleo cabe a paixão. À comissão técnica e aos jogadores, a dedicação, o profissionalismo e o compromisso com uma camisa que precisa voltar a ser valorizada. Retornar ao Gauchão, como já foi escrito, não será uma meta fácil de ser alcançada, mas o Lobo vai a campo hoje como um dos favoritos - condição que nenhuma equipe gosta de receber, diga-se. Em seus domínios precisa se impor e resgatar a força que sempre teve contra os adversários. Com o grito vindo das arquibancadas.


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