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Ex-jogador...

18 de Janeiro de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Marcelo Bertholdi Oxley
Jornalista colaborador

Eles estão por todas as partes. Quando novos, muito novos, a única coisa que os sacia é jogar futebol. Crescem com dribles e gols dos seus maiores ídolos, e almejam trilhar o mesmo caminho.

Seus pais, por muitas vezes crendo em que ali pode estar o seu “Messias”, fracassam como tais. Deixam, no sentindo literário da expressão, “a bola rolar”. Já não há mais o estudo e então, a partir deste modelo, cotidiano no Brasil, o futuro dos seus filhos estará exposto ao acaso.

A chance de um adolescente virar um Pelé, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Nazário, Romário ou Neymar, é muito pequena. Estes, ou boa parte destes, duvido que tenham dividido uma sala de aula com o gramado de futebol. Por outro lado, foram “abençoados” por Deus. Acho pouco provável que algum médico, jornalista, dentista ou professor possua o poder de suas contas bancárias.

No momento em que creditamos e acreditamos, apenas, no “ter uma formação acadêmica”, com o “enriquecimento financeiro”, o problema começa a se expandir, amadurecer. Qualquer ser humano, seja lá o que lhe aguarda no futuro, precisaria estudar para saciar o próprio ego, garantir alguma coisa e servir de espelho ao próximo. Não devemos nos esquecer de que grandes profissionais, em diversas áreas de atuação, servem como exemplos. Alguns dos mesmos levam uma vida pacata e com recursos reduzidos, porém se sobressaíram através dos cadernos, livros.

Contudo, o futebol é maior. Tudo nele, bom ou ruim, é visto com outros olhos. Uma bela jogada pode ser aproveitada por outras equipes, assim como, o mau exemplo de um atleta pode ser a “gota” para o declínio de sua carreira. O poder deste esporte é tão imensurável, que o nosso sentimento de pena, quando observamos a decadência de um jogador, torna-se notável. Quem já não ficou desolado com as histórias de Diego Maradona e Adriano “Imperador”, por exemplo?

Imaginemos agora, um ex-jogador que não atingiu uma carreira vitoriosa? Além de uma frustração, normal, por não ter conseguido “ser mais” neste dificílimo meio, há, agora, pouquíssimas oportunidades em sua vida, uma vez que, o seu maior tesouro, o estudo, ficou para trás e o começo ou recomeço, parece pouco provável.

Para aqueles meninos ou meninas, que fantasiam em jogar futebol, corra atrás do seu sonho. Por fim, é preciso e necessário estudar. Lem


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