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Por que Pedro Simon para presidente?

06 de Dezembro de 2017 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Irajá Andara Rodrigues, ex-prefeito de Pelotas

Porque o Brasil precisa.
Qualquer pessoa que tenha habitado neste país nos últimos anos, tenha lido os jornais, visto televisão, ouvido rádio, conversado com amigos, tem idéia, ainda que pálida, do que foi feito contra este país. A crise financeira, social, moral, a que nos levaram algumas pessoas movidas pela vontade de ter, de mandar e, principalmente de desmandar, parecia nos levar a uma situação insustentável.
As candidaturas lançadas à Presidência da República não nos agradavam. De um lado alguém que abraçou a carreira militar e não conseguiu passar de capitão. Quando se sabe que ao entrar para o Colégio Militar o menino sonha em ser General, tem-se a noção de quantas frustrações acumulou sua vida até aqui. Que amargo há de ser o seu viver. Quanta culpa temos todos por isso? Do outro lado alguém que, pelo número de processos acumulados e de condenações iniciais sofridas, dificilmente chegará a registrar a candidatura.
Conheci um jovem, quase menino como eu, do Colégio Rosário que um dia veio fazer uma palestra na escola onde eu estudava. Fiquei impressionado com sua energia e postura. Tinha características de líder. E era. Depois fui saber dele quando eleito vereador e um dia o encontrei como líder do meu partido. Acompanhei-o na resistência à ditadura e a partir daí nas carreiras políticas que empreendemos.
Depois de vereador Pedro Simon foi deputado estadual, governador, senador, ministro do melhor governo dos últimos tempos. Não esquecer que Itamar conseguiu a proeza de estabilizar a moeda brasileira, vítima de um processo inflacionário enorme e persistente. Em toda a sua vida jamais assacaram contra Simon qualquer insinuação de desonestidade. Enfrentou com galhardia todas as adversidade familiares que o destino lhe reservara e de cabeça erguida e com profunda fé seguiu o seu caminho.
Desde sua tribuna no Senado da República denunciou com coragem e responsabilidade os poderosos ministros que se serviam dos cargos para se locupletarem e tenazmente buscou constituir a CPI dos Corruptores, no triste episódio dos Anões do Orçamento.
O Brasil precisa mais do que nunca de alguém que lhe represente um farol de decência e firmeza política. Fiel seguidor da doutrina de Alberto Pasqualini e dos passos de Francisco de Assis, Pedro representa essa pedra estrutural sobre a qual se há de construir o Brasil novo.
Nem se diga que sua idade o descredencia para a difícil função. Ao contrário, a experiência, a clareza de idéias apesar do tempo transcorrido, a firmeza na busca de seus ideais, a disponibilidade para as tarefas difíceis e, principalmente, a honradez de sua conduta são a base para a decisão que há de tomar ,de conduzir esta nau destroçada, pilhada e desnorteada a um porto seguro.
A velha Europa foi buscar na experiência de dois velhos políticos os pilares para a sua reconstrução, a partir dos escombros da segunda guerra mundial. Konrad Adenauer tomou nas mãos a difícil tarefa de reerguer a Alemanha vencida e odiada por seus vizinhos, depois da loucura homicida de Hitler. Ergueu-a e a reintegrou na comunidade européia. O homem que manteve erguida a cabeça dos franceses durante a epopéia da resistência à dominação nazista, Charles Degaulle, líder da França Livre, recebeu a incumbência de reerguer seu país e o fez com enorme maestria. Ambos já estavam perto dos noventa anos.
Nos setenta anos que nos separam do pós guerra, o desenvolvimento das ciências, em especial da medicina, nos levaram a duplicar a média de tempo da existência terrena. Hoje o homem possui uma vida útil que o habilita a servir até idades antes impensáveis. Mas só os que não se entregam, os afeitos à luta, os indispensáveis. Um deles é Pedro Jorge Simon. Meu telefonema o surpreendeu na saída do hospital." Estás doente? Não, fui fazer uma verificação de rotina. Estou muito bem". Ainda bem...


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