Editorial

A nova novela da Zona Sul

11 de Novembro de 2017 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A histórica Capital Farroupilha, Piratini, não merece ser protagonista de uma nova "novela" promovida pelo Governo do Estado. O projeto de construção da nova ponte ao lado da antiga Ponte do Costa arrasta-se mês a mês, sem que uma única pá de brita seja lançada no leito da ERS-702 para dar início a um projeto estratégico ao município. (leia mais nessa edição)

Não existe outro acesso asfáltico a Piratini a não ser o pela rodovia estadual. E cerca de dez quilômetros antes de chegar à cidade, todo viajante depara-se com a Ponte do Costa, uma estrutura construída há décadas, quando o trânsito de veículos era bem menor e o vão preenchia as necessidades do transporte à época.

Com o passar dos anos ela se tornou notícia pela quantidade de vezes em que precisou ser interditada. A cada período de 12 meses, buracos surgem no asfalto depositado sobre as vigas metálicas que sustentam o piso, obrigando o Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (Daer) a interditar a passagem de automóveis, caminhões e ônibus. Problema que se repete duas, três, quatro vezes por ano. Remendos colocados sobre remendos, até os buracos retornarem.

A Zona Sul tem histórico em "novelas" que envolvem obras públicas. A mais longa chama-se Federeca. No início de agosto de 2016, após 18 anos de espera, chegou ao fim o asfaltamento completo da estrada que leva à Arroio do Padre. Isso mesmo: 18 anos de promessas e obras nunca concluídas.

Outro projeto que se estende é o que prevê a pavimentação de 33 quilômetros da ERS-608, ligação entre Pinheiro Machado e Pedras Altas. A preocupação da comunidade gerou recentemente audiência pública na Câmara de Vereadores de Pinheiro, juntamente com a Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa. O caso se arrasta no calendário. Para se ter uma ideia, em 8 de setembro de 2014 o Daer publicava em seu site a seguinte informação: "A pavimentação da ERS-608 é um dos acessos municipais incluídos no Plano de Obras do Governo do Estado. O custo total do serviço é de aproximadamente R$ 23 milhões. A previsão é de que a rodovia esteja completamente asfaltada até junho de 2015."

Sobram motivos para a Zona Sul se mobilizar e cobrar do governo gaúcho agilidade na construção da nova ponte para Piratini. Sem pressão, o risco de uma mais "novela" se estabelecer por aqui é grande. Com longos e intermináveis capítulos.


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