Editorial

Em jogo, o futuro das crianças

12 de Agosto de 2017 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A Sociedade Brasileira de Pediatria lançou nacionalmente a campanha Gravidez sem álcool, apresentada primeiro em São Paulo, com boa repercussão. A ideia é alertar para os efeitos do álcool no feto e o recém-nascido, e para a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), resultante do consumo da bebida pela mulher grávida. Leva o filho a ter várias alterações em órgãos do corpo e a desordens de comportamento.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, bebês que nascem com SAF têm mudanças na face, em órgãos, podem nascer com peso abaixo do normal e ter retardo mental. Além disso, registram problemas de aprendizagem, memória, fala, audição, atenção e alterações de comportamento, que se mostram principalmente na idade escolar, e no relacionamento com outras pessoas.

Outro alerta é que nem todos os recém-nascidos apresentam os sintomas. Eles costumam ser reconhecidos tardiamente e recebem várias denominações, como SAF parcial ou espectro de alterações relacionadas ao álcool. Em determinadas situações a mãe pode expor o bebê ao álcool antes mesmo de saber que está grávida, por isso é importante não ingerir bebida alcoólica quando há intenção de engravidar. E quando a mãe descobre a gravidez após ingerir bebida alcoólica, o ideal é parar imediatamente.

A exposição ao álcool na gestação não leva necessariamente à doença. Entretanto, não são conhecidos os níveis seguros de consumo durante a gravidez, abaixo dos quais o feto não será afetado.

Os pediatras alertam que a mulher, ao consumir uma dose, já coloca a saúde do filho em risco. O álcool atravessa a placenta e atinge o feto, que, pela imaturidade e os baixos níveis das enzimas fetais, elimina o álcool de forma mais lenta.

Já a probabilidade de que o bebê seja afetado e a gravidade da síndrome tem relação com a dose consumida, como é consumida, o período gestacional, o metabolismo do álcool no organismo materno e fetal, a saúde da mãe e a sensibilidade genética do feto.

Das características no rosto das crianças que nascem com a SAF, destacam-se deformidades na face, fissuras nas pálpebras estreitas, prega no canto interno do olho, nariz curto, ausência do filtro nasal e retro ou diminuição da mandíbula, borda vermelha do lábio superior fina, globo ocular de tamanho menor, orelhas com baixo alinhamento, microcefalia, pálpebra superior baixa e estrabismo.


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