Editorial

Vamos falar da Osório

23 de Agosto de 2017 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Há exato um ano e seis meses a prefeitura de Pelotas fazia o seguinte anúncio em seu site: "Começa a requalificação da Osório". Em 23 de fevereiro de 2016, uma terça-feira, era dada a largada do projeto de mobilidade urbana para requalificar, também, a Marechal Deodoro e Gomes Carneiro. A etapa do Pavimenta Pelotas contava com investimento de mais de R$ 18 milhões (recursos federais) e contrapartida da prefeitura superior a R$ 900 mil.

Nas primeiras informações sobre a Osório foi divulgado investimento de R$ 9.411.823,84 para colocar asfalto novo, construir corredores exclusivos para ônibus, alargar e ajustar os passeios públicos com acessibilidade, drenagem e mobiliário urbano, numa extensão de 3,3 quilômetros. Tudo entre a rua Gomes Carneiro e a avenida Dom Joaquim.

A SBS Construções venceu a licitação para executar o projeto e fez a previsão de terminar a rua num prazo de cinco meses, ou seja, janeiro desse ano. Por sua vez, as obras das três vias deveriam ser concluídas em nove meses (maio).

Já a última notícia da Osório, também publicada no site da prefeitura, sexta-feira passada, informou que o processo de requalificação da via ganhou "mais um avanço" com o início da colocação de asfalto definitivo no cruzamento das ruas Doutor Amarante, General Neto, Voluntários da Pátria, Cassiano, Senador Mendonça e General Argolo. Paralelamente continuam os trabalhos civis nos canteiros, acessos a garagens, rampas de acessibilidade, colocação de piso tátil e finalização das calçadas.

Um ano e meio então se passou de um projeto extremamente importante à mobilidade urbana da cidade, cujo atraso na entrega e a demora para o andamento das tarefas que ainda faltam irritam o contribuinte.

Não foram poucas as vezes nos últimos meses que o tema foi pauta da imprensa pelotense _ e do Diário Popular _, em busca de respostas para o descumprimento, em vários meses, do cronograma da obra. E quem percorre hoje a via se surpreende com a lentidão com que os "últimos detalhes" são feitos. Num ritmo que tende a adiar ainda mais a entrega. São semanas para a conclusão de um único canteiro sobre a calçada. Com tempo bom a maior parte do tempo. Os principais problemas você confere na reportagem especial de hoje, nas páginas 2 e 3.

Dezoito meses depois, cabe à prefeitura responder aos contribuintes: afinal, o que acontece na rua General Osório?

 

 


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