Estilo
Coluna

Porto Memória

07 de Abril de 2018 - 12h23 Corrigir A + A -

Por Guilherme P. de Almeida - colunaportomemoria@gmail.com

imagem - texto 44
Ponte ferroviária sobre o canal São Gonçalo. Cartão-Postal. Década de 1920.
Acervo Eduardo Arriada

...continuação

Paradeda repercutiu outras matérias veiculadas em 1934 pelo vespertino A Opinião Pública, com o registro da “primeira grande etapa vencida” pela firma Costa & Boegh na empreitada do novo cais. Em agosto daquele ano havia sido realizada, com sucesso, a transferência da primeira série de dez caixões de concreto armado - estrutura da nova muralha -, desde o parque de construções da construtora.

Em terra firme à beira do Canal São Gonçalo, havia sido providenciado um “dique seco”, tipo de reservatório técnico. Uma vez ali concretados e prontos os caixões, este reservatório era preenchido com água do canal, de forma a promover a flutuação daqueles elementos. Depois então, estes eram cuidadosamente rebocados para junto do local de inserção, onde aguardavam a devida drenagem e o aplainamento do leito do canal. Feito isto, eram, enfim transportados, um a um para o local definitivo na linha demarcada do futuro cais.

Entre estes dez primeiros caixões, havia um contando 40m de comprimento (o dobro dos demais), devido a um pequeno aumento sobre os 440m de extensão total inicialmente projetada de cais acostável. De acordo com o jornal, esta primeira etapa teve “matemática precisão” de execução.

A Segunda Etapa - em nova visita ao parque de construções, a reportagem do A Opinião foi recebida pelo engenheiro R. Sommeregger. Estavam completamente prontos e alinhados outros onze caixões que compunham a “segunda série”, com 20m de comprimento cada.

“Segunda série” foi um nome dado pelo jornal, considerando uma modificação do projeto, e que demandou a construção de quatro caixões adicionais, idênticos aos já construídos. O novo cais terminaria em linha reta nas proximidades da Estação (ferroviária) Fluvial, e não mais em ângulo, como anteriormente projetado.

Porto hoje - por Satolep Press

Foto: Nauro JúniorINDIOS_caingangues_FOTOS_NAURO_JUNIOR-45

 

Casas para Caingangues
A chegada de mais 200 toras de madeira doadas pela CMPC Celulose Riograndense e Sagres Agenciamentos Marítimos permitirá a finalização de 16 casas para a comunidade indígena caingangue, instalada na área rural de Pelotas. Na primeira fase do projeto, coordenado pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel), as empresas parceiras doaram 500 toras, o que permitiu a construção de toda a estrutura das casas. Atualmente cerca de 70 índios vivem em barracas instaladas em uma área de 7,5 hectares, na Cascata. A tribo migrou da aldeia Condá - na cidade de Chapecó - que fica no Oeste de Santa Catarina. A principal fonte de renda das 16 famílias vem da venda e da confecção de artesanato.

Comentários Comente

REDES SOCIAIS

Diário Popular - Todos os direitos reservados