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Saber ler é uma coisa, entender o que se lê é outra...

10 de Março de 2018 - 06h00 Corrigir A + A -

Por: Joari Soares

Os “média” da Comunicação de Massa divulgaram um relatório do Banco Mundial onde este órgão internacional destaca uma afirmação que não nos podemos orgulhar mas não nos surpreende. Serão necessários 260 anos para as crianças brasileiras atingirem o nível de boa leitura de um estudante europeu.

Sendo um professor do Ensino Médio e depois universitário por várias décadas, consegui perceber que nosso aluno lia um texto de um livro, mas não conseguia explicar com suas palavras o significado do que acabara de ler. Era mais comum nos alunos do grau médio, embora a deficiência podia ser notada até naqueles que chegaram na universidade que liam a página de um livro, mas não conseguiam reproduzi-la usando suas palavras. Quando chegavam perto do que leram, lhes faltavam termos, sinônimos adequados, compreensíveis com aquilo que o texto indicava.

Eram analfabetos funcionais, produtos de uma educação falha vinda de professores e professoras que pouco liam e por isso tinham poucos recursos de expressão. Ganhavam uma miséria que os impediam de buscar pela literatura que não só os informasse como também os incentivasse a escrever e falar melhor.

Felizmente nosso povo está despertando para o saber com viagens pelo país e exterior, fazendo cursos, comparecendo em palestras, apesar dos governantes usarem a educação como desculpa para obter votos na eleição. Educação é algo muito sério e não objeto de campanhas promocionais.

A educação como tema de novelas de televisão
Acabei de ver o último episódio - Viva a diferença, da série Malhação há muitos anos na TV. Foi a primeira vez que vi em razão da qualidade do diretor Cao Hamburger e do elenco, a maioria composta por jovens desconhecidos.

As gurias e os guris da trama acabaram me conquistando. O papel da menina Daphne Bozaski me apaixonou. Quando criança teve problemas neurológicos sérios, mais tarde diagnosticados como Síndrome de Asperger. Mesmo enfrentando e superando suas dificuldades, a Bené da TV venceu como estudante de piano e boa colega da turminha das “cinco”. A Liça (Manoela Aliperti), de franjinha, é uma beleza só.

Heslaine Vieira, a moreninha de óculos, é um talento. A Keyla (Gabriela Medvedovski), a mãe solteira, a Tina (Aana Hikari), a japonesinha superou os preconceitos e brilhou.

Eram tantos os assuntos que papel me faltou para fazer o destaque. Se tudo fosse tão bom, honesto e verdadeiro, a TV e o Brasil seriam melhores. Já estou com saudades da turma de Viva a diferença.

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