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De heróis a heroínas!

10 de Março de 2018 - 06h00 Corrigir A + A -

Por: Thaís Russomano

Era o ano de 1986 e eu realizava minha residência médica no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Não me lembro precisamente do mês, mas meus tios Bruno e Maria Helena, que moravam nos Estados Unidos, estavam visitando o Brasil junto com seus dois filhos, Fabiano e Júlia.

Fabiano tinha nove anos e um dia fomos juntos assistir ao filme Aliens, o resgate, de James Cameron, com Sigourney Weaver, interpretando Ellen Ripley, no papel principal. Na história, depois de vagar pelo cosmos por mais de meio século, ela, a única sobrevivente de uma luta contra um destemido alien, é resgatada e libertada da câmara criogênica onde hibernava. A tenente Ripley então lidera uma equipe de viajantes espaciais que tenta acabar com esses alienígenas, que seguem sendo uma grande ameaça no Universo.

Esse filme de Cameron foi um grande sucesso, superando o seu antecessor de Ridley Scott, Alien, o Oitavo passageiro. À época, James Cameron teria dito numa entrevista: “Ripley redefiniu o conceito de força, pois não era só uma questão de lutas físicas, mas também de força emocional. O ponto, portanto, não era ser forte, era ser corajosa, alguém capaz de encarar seus próprios medos”. Essa mensagem foi captada pelo meu primo de nove anos, que saiu do cinema entusiasmado com sua nova heroína. Chamou-me a atenção como Fabiano, espontaneamente, aceitou que, na batalha contra os perigosos aliens, fosse uma mulher a comandar a vitória.

Neste mês, celebra-se o Dia Internacional da Mulher e isso me fez lembrar dessa história dos anos 1980. Talvez, uma forma natural de se valorizar a figura feminina seja termos mais heroínas do que heróis infantis! Espontaneamente, as crianças ajudariam a redesenhar a posição social da mulher.

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