Estilo
Crônica

A mulher de preto e branco

02 de Fevereiro de 2018 - 09h31 Corrigir A + A -

Por Thais Russomano

Primeiro, ela, a mulher, chegou num teatro do West End londrino vestida de preto. A peça, baseada na obra de Susan Hill, uma escritora inglesa, estreou no final dos anos 1980 e até hoje, após mais de três décadas, faz grande sucesso.

Livro e peça ainda inspiraram o filme Mulher de preto, dirigido por James Watkins, o qual teve como ator principal Daniel Radcliffe, eternizado pelo seu papel no cinema como Harry Potter. A trama de Hill gira em torno de um mistério que assola os moradores de uma pequena localidade - toda vez que alguém vê a Mulher de preto, uma criança comete suicídio.

Agora, porém, a mulher de preto dá lugar à Mulher de branco, num musical de Andrew Lloyd Webber, que pode ser visto no teatro Charing Cross. Com um excelente elenco e poucos efeitos especiais, a história é contada por diálogos musicados, que são embalados pelo som de uma ótima orquestra, um cenário simples e dinâmico e figurinos que nos transportam para a época da Era Vitoriana. O enredo da Mulher de branco retrata o romance do escritor e dramaturgo inglês William Wilkie Collins, o qual foi, inicialmente, publicado como folhetim em 1860. A história de seu livro, contada através de cartas, é envolta por um grande mistério, e, para muitos críticos, esse é um livro pioneiro da literatura investigativa.

Assim, nas duas obras teatrais hoje em cartaz no West End londrino, uma mulher carrega um segredo capaz de afetar a vida das pessoas ao seu redor, esteja ela vestindo a cor branca, definida como a luz pura, onde há a reflexão total das cores existentes, ou a cor preta, a ausência total da luz, onde nada se reflete, já que todas as cores são absorvidas. Uma Mulher de preto ou de branco - misteriosamente tão diferentes quanto iguais.

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