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Crônica

Domingo em Paris

27 de Janeiro de 2018 - 05h00 Corrigir A + A -

Maria Alice Estrella

Manhã de domingo, rumo a Montmartre para conhecer a Basílica de Sacré Coeur.

A zona de Montmartre, e seus arredores, é sem dúvida uma das mais contrastantes zonas de Paris: você encontra uma multidão formada por fiéis que visitam e frequentam a Igreja do Sacré Coeur, clientes de bares e de sex shops da periferia de Moulin de La Galette, e um cenário de belos terraços na Place des Abbesses. Você encontrará também ruas e praças tranquilas, pequenos e encantadores museus e um punhado de teatros.
A colina de Montmartre, cujo nome significa "monte dos mártires", encontra-se ao norte de Paris a 129 metros acima do nível do mar, onde está localizada a colossal Basílica de Sacré Coeur.

Ainda que seja a Catedral de Notre Dame a ostentar o título oficial de maior monumento religioso de Paris, a Sacré Coeur pode surpreender pela sua beleza e por ser um dos melhores pontos a oferecer uma acurada visão panorâmica da cidade.

O acesso até a igreja pode ser feito por escadas ou se preferir, de funicular.

Foi o que fiz depois de algumas fotos memoráveis. O funicular sobe rápido e prático ao lado da escadaria.
As vistas que se tem de Paris são extasiantes.

Depois de muitas fotos na frente da Basílica, entrei no templo. Que maravilha! O interior é de tirar o folego. O silêncio faz reverência ao Senhor e a alma fica de joelhos. Meus olhos estavam marejados de lágrimas. Muita emoção! Rezei por minha família com o coração agradecido.

A Basílica possui um formato de cruz grega, tão larga quanto comprida, formada por quatro cúpulas incluindo a central, cuja altura possui 80 metros.

Abaixo dos dois primeiros pilares, estátuas de Santa Thereza e de Santa Margarida Maria, confidentes do Sagrado Coração de Jesus, iluminadas por velas. A cúpula central tem fileiras de duas colunas. Uma abre caminho de círculo, a outra, sobre 20 vitrais que oferecem uma doce luz.

O campanário possui um sino de três metros de diâmetro, com mais de 26 toneladas. A Basílica segue as diretrizes da arquitetura romana e bizantina e influenciou outros edifícios religiosos do século 20.
Adquiri uma moeda dourada com a esfinge da Basílica.

Saindo da Sacré Coeur, caminhada pelas ruas estreitas até a Casa do Acolhimento, local que oferece a oportunidade de retiros espirituais.

Estar em Paris numa manhã linda alegra o coração! Aproveitei para me deliciar com um crepe e um cappuccino num dos pequenos bares ao longo da rua. Muitas lojas de suvenires provocavam minha curiosidade. Comprei algumas lembranças alusivas ao local e um livreto sobre a Basílica.

Iniciei a descida por Montmartre. As ruas são encantadoras e singelas. Passei por um dos moinhos do bairro. E mais fotos, certamente. Principalmente, registros de Paris que eu conseguia vislumbrar por entre as ruas que cruzei.

Cheguei ao Moulin Rouge sob a luz do dia. Outra perspectiva para fotos. Perto dali o ônibus me aguardava para dar continuidade às atividades programadas.

Pelas ruas de Paris rumo ao cais para o passeio no rio Sena.

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