Estilo
Crônica

Divagando sobre o tempo

07 de Outubro de 2017 - 06h00 Corrigir A + A -

Por Thais Russomano

O tempo refere-se à duração relativa das coisas, um período contínuo - passado, presente, futuro -, onde eventos se sucedem numa linha imaginária. Foi o tempo, essa enigmática variável física, o tópico escolhido pelo cosmólogo britânico Stephen Hawking no seu PhD em Cambridge.

A física, porém, confere uma definição matemática, lógica, numericamente precisa do que é o tempo. Para o cidadão comum, menos letrado sobre a aritmética cósmica, relógios e calendários são as ferramentas que ditam a velocidade da sucessão dos fatos. E, às vezes, isso assusta!

“Chegamos no décimo mês do ano, mas o Natal parece que foi ontem”, comentam muitos, abismados com o atrevimento de outubro de se fazer presente tão rapidamente!

A percepção da passagem do tempo depende de três fatores. Primeiro, a enxurrada de informações e a facilidade de comunicação que nos assola numa agitação cotidiana sem precedentes! Em segundo lugar, vem a repetição do já vivido, pois qualquer experiência é sempre mais lenta na primeira vez. Em terceiro, está a idade do indivíduo. Para quem tem 14 anos, chegar aos 21 anos soa como muito tempo, pois 7 anos é metade de sua vida. Já aos 70 anos, é apenas 10%.

Lembro-me do dia em que fui de carona para casa com uma amiga da família. Chegando à rua Doutor Cassiano, perguntei as horas e ela prontamente me respondeu. “Nas férias, me recuso a usar relógio.”

Que me perdoem os físicos, os matemáticos, os psicólogos e os filósofos, mas, naquele momento, criei minha própria definição: Tempo, substantivo masculino, capaz de comprimir e dilatar dependendo da velocidade psicológica a ele imposta, é, acima de tudo, sinônimo de liberdade!

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