Com a construção, pelo menos quatro mil trabalhadores devem ser contratados para atuar nos dois projetos

Com a construção, pelo menos quatro mil trabalhadores devem ser contratados para atuar nos dois projetos

Polo Naval

Negociações para plataformas P-75 e P-77 continuam

Contrato entre o consórcio QGI e a Petrobras deve ser firmado até abril

18 de Março de 2015 - 07h45 Corrigir A + A -
Com a construção, pelo menos quatro mil trabalhadores devem ser contratados para atuar nos dois projetos

Com a construção, pelo menos quatro mil trabalhadores devem ser contratados para atuar nos dois projetos

Aos poucos o Polo Naval de Rio Grande parece tomar novos rumos, embora que lentamente. O consórcio formado pelas empresas Queiroz, Galvão e Iesa (QGI) continua em negociações com a Petrobras para construir as plataformas P-75 e P-77 no município, assim garantiria pelo menos dois anos de trabalhos no município. A expectativa é de que o acordo seja firmado até abril e em seguida iniciem as contratações dos cerca de quatro mil trabalhadores que vão atuar nos dois projetos. As informações são do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande, Benito Gonçalves. Em reunião com a Ecovix também ficou definida para abril a contratação de outros mil operários para acelerar as obras e finalizar os cascos da P-67 e da P-69. A primeira está com 92% dos trabalhos concluídos e a segunda com 75%. Também no próximo mês outros mil operários serão empregados para atuar na montagem dos módulos da P-74, única encomenda no Estaleiro EBR, em São José do Norte. Atualmente, cerca de 6,5 mil operários ainda trabalham no Polo Naval de Rio Grande.

Outro alento para o setor vem através do EBR, composto pela associação entre a empresa japonesa Toyo Engineering e a brasileira SOG Óleo e Gás (Setal), onde ambas dividem a sua participação societária em 50%. A Toyo Setal é uma das envolvidas na operação Lava Jato, mas agora deixa a lista “negra” da Petrobras, conforme Gonçalves, graças a um acordo de leniência, ou seja, a empresa passa a colaborar com a investigação e se compromete a pagar os prejuízos que causou. Seria uma espécie de delação premiada voltada às pessoas jurídicas. O acordo está previsto na Lei de Regulamentação do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência e na Lei de Combate à Corrupção. Com isso, a Toyo Setal volta a licitar novas obras com algumas regras estabelecidas. Parte da direção do EBR também deixou o grupo.

O governo federal também deve intervir para liberar os R$ 450 milhões do Fundo de Marinha Mercante para a Ecovix, empresa do grupo Engevix. O recurso será utilizado para pagar as dívidas com trabalhadores e fornecedores, além de manter a saúde financeira da empresa. “A Ecovix tem como devolver, pois há ativos superiores a este valor para receber”, avalia o presidente do sindicato.

Por meio da brasileira Ecovix (Engevix Construções Oceânicas), o Grupo Engevix detém contratos da ordem de 5,9 bilhões de dólares para a construção de oito plataformas FPSO - unidades flutuantes de produção e armazenamento - para a Petrobras e três navios sonda para a Sete Brasil, que se destinarão à produção e estocagem de petróleo na exploração da camada pré-sal. Gonçalves explica que houve modificação em 70% da diretoria da Ecovix devido à má gestão. No final do ano passado, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a venda de 30% da Ecovix para cinco empresas japonesas.

Assim como outras empresas investigadas pela Operação Lava Jato, o grupo Engevix enfrenta dificuldades para obter crédito e, em meio à pior crise de sua história de 50 anos, prepara a venda de alguns ativos para fazer caixa. A venda da participação no estaleiro Ecovix, que faturou R$ 1,8 bilhão em 2013, não está descartada. No entanto, o grupo não confirmou as informações.

Negócios. Alguns rumores de que a quarta edição da Feira do Polo Naval seria cancelada não se confirmou. O evento está garantido para ocorrer entre 20 e 23 de outubro, no Cidec-Sul da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados