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Paim propõe alternativa à reforma trabalhista

Senador defendeu em Pelotas a criação de um Estatuto do Trabalho para reverter alterações na legislação

11 de Julho de 2018 - 19h31 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Em Pelotas, senador criticou Reforma Trabalhista aprovada pelo governo e defendeu projeto alternativo para análise a partir de 2019 (Foto: Jô Folha - DP)

Em Pelotas, senador criticou Reforma Trabalhista aprovada pelo governo e defendeu projeto alternativo para análise a partir de 2019 (Foto: Jô Folha - DP)

O senador Paulo Paim (PT) esteve nesta quarta-feira (11) em Pelotas em encontros com sindicatos e associações. Parlamentar com quatro mandatos de deputado federal e dois de senador, o ex-metalúrgico é pré-candidato a uma das duas cadeiras em disputa pelo Rio Grande do Sul no Senado.

Na terça-feira à noite Paim reuniu-se com partidários no Capão do Leão. Em Pelotas, teve encontros na quarta com integrantes da Associação Beneficente dos Aposentados e Pensionistas de Pelotas (Abapp) e com o Sindicato dos Servidores da Universidade Federal de Pelotas (Asufpel). Nas duas oportunidades, falou sobre os resultados da CPI da Previdência que presidiu durante abril de 2017 e também apresentou sua proposta de criação do Estatuto do Trabalho.

De acordo com o senador, a ideia de criar o estatuto surgiu logo após a aprovação da Reforma Trabalhista, no ano passado. “Realizamos mais de 20 audiências públicas ouvindo trabalhadores, empresários e entidades para formular um contraponto à enorme perda de direitos promovida pelo governo com o apoio dos parlamentares”, explica. O projeto foi protocolado em maio e tramita nas comissões do Senado. “Vamos esperar a eleição do novo Congresso para votá-lo e de um presidente comprometido com os trabalhadores. Com a atual composição é inviável.”

Partido
Uma das principais lideranças do PT, Paim defende a posição do partido de manter a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto, apesar da prisão do ex-presidente. “Ele é um preso político e é nosso nome. Se lá no final, depois dos 45 do segundo tempo, prorrogação e pênaltis se tornar inviável, minha preferência é pelo (Fernando) Haddad”, diz, referindo-se ao ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação.


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