Desinteresse

Adesão à tarifa branca na conta de luz é nula

Por enquanto, a nova modalidade pouco atraiu os pelotenses e está disponível apenas para aqueles que consomem mais de 500 kWh

13 de Junho de 2018 - 11h40 Corrigir A + A -

A tarifa branca não tem adeptos entre os consumidores pelotenses. A nova modalidade de cobrança, que beneficiaria aqueles que utilizam a energia elétrica fora dos horários de pico, está disponível desde janeiro deste ano por determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Desde então, apenas três estabelecimentos comerciais de Pelotas solicitaram a mudança na cobrança, mas voltaram atrás na decisão. Por enquanto, podem aderir à tarifa branca apenas unidades consumidoras atendidas em baixa tensão e com média de consumo mensal superior a 500 kWh.

De acordo com Alexandre Madruga de Ávila, gerente regional da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), os três estabelecimentos que fizeram a solicitação acabaram desistindo, por julgarem não haver benefícios na adesão. “Foi percebido o desinteresse devido ao baixo retorno financeiro, já que algumas adequações não compensariam a utilização da tarifa fora dos horários de pico”, diz. Nas outras cidades que a CEEE da região atende, o número de solicitações também é baixo. Atualmente existe um consumidor adepto à tarifa e seis que devem aderir no próximo mês, a maioria de Porto Alegre.

A previsão do chefe regional do Departamento de Serviços da CEEE, Itamar de Sá Britto Junior, é que a adesão aumente a partir dos próximos anos, já que por enquanto apenas quem tem média de consumo mensal superior a 500 kWh pode fazer a solicitação. Em 2019, aqueles que consomem acima de 250 kWh também poderão ser contemplados. Já em 2020, não deverá haver restrição de consumo para optar pela tarifa branca. “No próximo ano, as pessoas vão usufruir mais, principalmente quem trabalha à noite ou tem o costume de usar a madrugada para seus afazeres”, explica.

Como funciona a cobrança
Ao contrário da modalidade convencional, a tarifa apresenta variação no valor cobrado, dependendo do dia e do horário do consumo. Nos períodos em que a demanda energética costuma ser maior, das 18h às 20h59min, a tarifa branca fica 88% mais cara em relação ao preço convencional. Uma hora antes (das 17h às 17h59min) e uma hora depois (das 21h às 21h59min) desse tempo o valor do kWh é 22% mais alto. Já das 22h às 16h59min os consumidores da tarifa branca pagam 15% a menos pela energia elétrica. Na cobrança, considera-se o horário de Brasília. Nos finais de semana e feriados, o valor fica menor independente do horário.

De acordo com a Aneel, é importante que o consumidor examine seu perfil antes de aderir à tarifa branca, já que, para obter vantagem na modalidade, é necessário reduzir o gasto de energia elétrica ao máximo nos horários de pico, quando a tarifa é maior. Se o consumo for alto no período de preço mais elevado, a conta poderá vir ainda mais cara. Já aqueles que não consomem energia elétrica nos horários de ponta serão beneficiados.

Para solicitar o serviço, o cliente deve estar dentro dos requisitos e entrar em contato com a CEEE, que terá 30 dias para atender o pedido. Se o consumidor se arrepender e decidir voltar à cobrança convencional, basta comunicar a companhia. Porém, se decidir retornar à tarifa branca, deverá esperar 180 dias. A modalidade não se aplica à iluminação pública e aos consumidores residenciais classificados como baixa renda, beneficiários de descontos previstos por lei.


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