Violência

Adolescente deve responder por tortura contra filha

As lesões consistiam, dentre outras, em múltiplas fraturas pelo corpo, braços e pernas da menina

16 de Maio de 2018 - 18h33 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

O Ministério Público (MP) de Rio Grande representou contra a adolescente suspeita de torturar a própria filha, então com sete meses de vida. A representação foi recebida neste mês pela Vara da Infância e Juventude da Comarca e tramita em segredo de Justiça.

Conforme o promotor de Justiça que atua no caso, Rudimar Tonini Soares, a menina deu entrada no Hospital Santa Casa de Rio Grande, levada por familiar que suspeitou da condição de saúde da pequena. “A gravidade e as características atípicas das lesões foram logo percebidas pelo médico plantonista que atendia naquele dia”, conta ele. Ficou comprovado que a menina foi submetida a diversas violações.

Foi imputada à adolescente a conduta sofrimento físico e mental à filha. As lesões consistiam, dentre outras, em múltiplas fraturas pelo corpo, braços e pernas da menina, o que foi atestado em diferentes laudos médicos, inclusive do Instituto Geral de Perícias, por meio do Posto Médico Legal de Rio Grande.

O órgão pericial anotou, entre outros elementos, a atitude de esquiva da bebê com a equipe pericial, associada a múltiplas fraturas ocorridas e consolidadas em diferentes épocas.“O que, conforme laudo, denota 'Clínica da Criança Maltrarada', restando atestada a prática de tortura”, destacou o promotor.

A menina foi prontamente afastada da suposta agressora e colocada, como forma de proteção, sob os cuidados de outros familiares comprometidos em garantir sua saúde, bem estar e segurança. Desde então, a mãe tem contra si ordem de afastamento do bebê, não podendo se aproximar em qualquer hipótese.

 


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados