Reforma

Ginásio do Colégio Pelotense deve ser entregue em maio

O histórico prédio é o palco de muitas memórias de pelotenses de diversas gerações

11 de Março de 2018 - 19h39 Corrigir A + A -
O ginásio foi interditado em 2013 e as obras se iniciaram em 2015 (Foto: Paulo Rossi - DP)

O ginásio foi interditado em 2013 e as obras se iniciaram em 2015 (Foto: Paulo Rossi - DP)

Os alunos do Colégio Municipal Pelotense (CMP) e a comunidade de Pelotas receberão em breve o agora reformado Ginásio João Carlos Gastal. A previsão da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) é de entregar a obra finalizada em dois meses e meio.

O histórico ginásio é o palco de muitas memórias de pelotenses de diversas gerações. Desde 1971 faz parte da vida de Antônio Carlos Nogueira, conhecido por todos como Toni. Foi aluno e há quase 30 anos é professor no CMP. "São muitas lembranças, tanto como atleta quanto como técnico", comenta, enquanto visita as obras, em fase final de acabamento. Ele também já foi administrador do ginásio.

Atualmente, os alunos do Pelotense fazem suas atividades nos fundos do local em obras, em novas quadras instaladas. Segundo o professor, os estudantes sentem muita falta do espaço. "A parte esportiva aqui era muito forte. Agora, diminuiu sensivelmente", lamenta.

A tese do professor é corroborada pelo aluno Matheus Terra, de 15 anos de idade. O garoto conta que gosta de jogar futebol e chegou a praticá-lo no antigo ginásio. Apesar da demora para recebê-lo de volta, é otimista quanto ao futuro. "Está ficando muito bom", conclui.

Ainda faltam as instalações do piso, das luzes de LED, dos guarda-corpos e dos vestiários, e fazer os acabamentos das duas novas salas de ginástica, segundo o secretário Paulo Morales. Ele diz que apesar do curto espaço de tempo, é possível concluir as obras, se não houver atraso nos repasses.

O ginásio foi interditado em 2013 e as obras se iniciaram em 2015. Com os recursos sendo todos da prefeitura, houve alguns atrasos em repasses à Marques Imóveis, responsável pela reforma. Segundo Morales, a previsão inicial era concluí-la neste mês, mas justamente pelos atrasos na verba ocorreu a demora.

Mudanças
Algumas coisas no ginásio ficarão diferentes do costumeiramente conhecido pela comunidade. Serão instalados quatro vestiários, banheiros e itens de acessibilidade. E o piso será importado. Ele deixará de ser de parquê e passará a ser sintético, em formato olímpico classe A, aumentando suas dimensões. A previsão é recebê-lo em 45 dias. Porém, segundo Diego Joanol, engenheiro da empresa responsável pelas obras, a instalação é rápida, por se tratar apenas de encaixes e já vir com as marcações.

Outra novidade será a instalação de duas salas de equipamentos olímpicos, uma delas para a ginástica olímpica, modalidade tradicionalmente praticada na escola. Segundo o secretário Morales, a obra de 1,2 mil metros quadrados terá custos de R$ 2,8 milhões.

As expectativas para ver o projeto finalizado são altas. Paulo Morales ressalta que o local atenderá toda a comunidade pelotense, apesar do vínculo com o colégio. "Agora, é mais um ginásio municipal", aponta.

O diretor da instituição, Arthur Katrein, vai no mesmo sentido. "A expectativa é muito grande pelo que ele representa", pontua, enquanto ressalta o simbolismo do ginásio para várias gerações, dizendo se tratar também de um espaço cultural à comunidade, tendo sido inclusive palco de shows.


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