Justiça

Homem que obrigou enteado de dez anos a auxiliar em roubo é condenado

Alessandro de Carvalho Lima recebeu pena de 15 anos e nove meses de reclusão, em primeira instância, pela prática de roubos a ônibus e corrupção de menor

08 de Março de 2018 - 18h25 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

A Promotoria de Justiça Criminal do Rio Grande obteve a condenação de Alessandro de Carvalho Lima a uma pena de 15 anos e nove meses de reclusão, em primeira instância, pela prática de roubos a ônibus e corrupção de menor.

Após ingressar no coletivo, Alessandro ameaçava, com uma faca, o motorista e o cobrador e mandava seu enteado, de 10 anos, recolher o dinheiro em uma sacola. O crime se repetiu em pelo menos duas oportunidades.

O crime é similar a vários outros roubos que ocorrem diariamente na cidade. No entanto, o acusado corrompeu seu enteado de apenas dez anos de idade a praticar os delitos, sem o conhecimento da mãe da criança.

Segundo o promotor de Justiça Marcelo Nahuys Thormann, responsável pela ação penal, é comum a participação de adolescentes nos mais diversos crimes ocorridos na cidade de Rio Grande. “O fato em questão surpreende pelo envolvimento de uma criança de apenas dez anos de idade, que estava sendo inserida no meio criminoso pelo seu próprio padrasto”, aponta o promotor.

“É sabido que a violência tem a participação de pessoas cada vez mais jovens, mas esse tipo de crime não pode ser tolerável, nem mesmo aceito como algo normal”, ressalta.

O caso foi encaminhado à Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Rio Grande, que providenciou a aplicação das medidas protetivas à criança, previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, para resgatá-la do meio em que estava inserida, em uma ação integrada entre as áreas do Ministério Público.

Segundo o promotor de Justiça Rudimar Tonini Soares, promotor da Infância e da Juventude de Rio Grande, “claramente, o menino era constrangido pelo adulto, sendo utilizado por ele para auxiliá-lo na tarefa de coletar dinheiro roubado em assaltos a coletivos”.

O Conselho Tutelar da cidade foi acionado e agiu para assegurar os direitos do menino, que atualmente está sob os cuidados de parentes.


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