Saúde

Espera por mamografia foi solucionada, diz SMS

Secretaria da Saúde garante que equilíbrio entre oferta e demanda agilizou a realização dos exames

06 de Março de 2018 - 11h32 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Município afirma que até o ano passado tinha dificuldades para normalizar a prestação do serviço, gerando uma grande lista de espera (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Município afirma que até o ano passado tinha dificuldades para normalizar a prestação do serviço, gerando uma grande lista de espera (Foto: Carlos Queiroz - DP)

É, sem dúvidas, uma notícia que todos gostariam de ler: a fila de espera por uma mamografia pelo SUS em Pelotas está menor. E, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realmente nos últimos meses o número de mulheres aguardando por um exame, que já chegou a ser de 2,5 mil em meados do ano passado, está praticamente zerado. E uma das razões para que isso mudasse foi a normalização da oferta do serviço.

Desde novembro do ano passado, quando o Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPel) passou a contar com um novo equipamento digital para processamento de imagens na Faculdade de Medicina (Famed), a número de atendimentos na mamografia aumentou, ficando entre 30 e 40 exames por dia no local. Somado a outros contratos do município com a Santa Casa de Misericórdia e Beneficência Portuguesa, são 900 exames do tipo todos os meses. “Se a pessoa chegar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) março possivelmente estará na agenda em abril. Neste momento não temos demanda reprimida”, assegura a secretária de Saúde, Ana Costa.

Conforme a SMS, até o ano passado o município enfrentou problemas constantes com os prestadores contratados, razão pela qual mulheres chegaram a aguardar meses até fazer a mamografia. “O desequilíbrio foi criado por interrupções dos serviços por longo tempo, quebras de equipamentos. O equilíbrio atual soma a oferta normalizada ao acompanhamento regular dos compromissos dos hospitais contratualizados”, explica a secretária.

Apesar da garantia da prefeitura de que não há fila de espera, muitas mulheres continuam reclamando da dificuldade em conseguir um exame pelo SUS. Moradora do loteamento Dunas, a aposentada Jussara da Cruz, 60, é uma delas. Há três anos não faz uma mamografia, apesar das várias tentativas. “Nesse meio tempo a gente foi pelo menos duas ou três vezes por ano tentar conseguir a mamografia e nunca deu. Teve uma vez que nos disseram até que tinham perdido o encaminhamento”, lamenta a filha Cristiane, 38.

Alternativa via ONG
Sem conseguir através do município, mulheres recorrem a caminhos alternativos para fazer a mamografia. Um deles é o Instituto Buquê de Amor (IBA). A ONG acolhe pedidos, marca e paga os exames de quem não tem condições de arcar com valores que oscilam entre R$ 160 e R$ 200. “Elas entram em contato através do nosso site ou vão até a sede às quartas-feiras. Através de doações e arrecadação em eventos conseguimos recursos para pagar. Mas sempre há demanda, sempre é preciso mais”, diz a superintendente Janice Santos.

A explicação para que a aposentada Jussara e as mulheres que procuram a ONG não superem a fila de espera está na falta de documentação, aponta a SMS. Segundo o diretor de Gestão Ambulatorial e Hospitalar, Wladimir Durini, existem dois mil pedidos de na secretaria que precisam apenas da entrega de um formulário exigido pelo Ministério da Saúde e que deve ser preenchido nos postos de saúde no momento do encaminhamento à mamografia. A SMS afirma que reforçou a orientação aos profissionais das UBS para que resolvam esse problema e estes pedidos sejam atendidos o quanto antes.

Outro problema que prejudica quem espera são as faltas de quem teve consulta marcada. Somente no mês de janeiro 63 mulheres deixaram de buscar suas autorizações e, consequentemente, não fizeram os exames agendados. Em 2017 o número de faltas fechou em 661.

Colabore
No próximo domingo (11), o IBA fará um brechó no Parque da Baronesa. O dinheiro obtido com a venda de roupas será usado para bancar novas mamografias. As doações para o 2º Varal Solidário podem ser feitas até esta quarta (7) na sede do instituto, na rua Celso Benites, 62, Umuarama.


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