Adaptação

Tema resiliência das cidades é debatido em Pelotas

O deputado estadual João Reinelli (PV) apresentou sua proposta nesta segunda-feira no Salão Nobre da Prefeitura Municipal

05 de Março de 2018 - 19h35 Corrigir A + A -
O projeto ainda não foi protocolado na Assembleia Legislativa do RS.  (Foto: Paulo Rossi - DP)

O projeto ainda não foi protocolado na Assembleia Legislativa do RS. (Foto: Paulo Rossi - DP)

Ser adaptado a mudanças. Voltar à normalidade após uma grande mudança. Existem diferentes formas de definir a palavra resiliente. No caso do projeto de lei que quer formar o Rio Grande do Sul Resiliente, a ideia envolve planejamento para enfrentar crises sociais e ambientais, e capaz de contornar estes momentos. Antes de protocolar o projeto, o deputado João Reinelli (PV) está percorrendo as regiões a fim de mobilizar os municípios a implantar projetos e uma comissão municipal de ações. Nesta segunda-feira (5), a apresentação foi no Salão Nobre da prefeitura de Pelotas e contou com a presença de agentes públicos regionais e municipais.

“Um exemplo é a estiagem que está enfrentando toda a Região Sul. É cíclico, acontece uma vez a cada período e devemos estar preparados para isso”, localizou Reinelli em conversa com a Editoria. Para planejar ações que minimizem a estiagem, por exemplo, seria formado um conselho municipal com participação do Poder Público, de organizações não governamentais, sociedade civil organizada e academias que identificariam os pontos principais e buscariam soluções para estes problemas. Para atacar este problema específico, o deputado acredita que deveriam ser planejadas formas de armazenamento.

As ações não ficariam somente voltadas para desastres naturais, mas também para problemas sociais que afetam grandes cidades, como a violência, a falta de moradia e o desemprego. “Utilizar dados, conhecimento tanto científico como popular, para avaliar e pensar soluções para a cidade”, resume a função do conselho.

O deputado exemplifica uma ação possível deste conselho com o Pacto Pelotas pela Paz, programa implantado pelo governo de Paula Mascarenhas (PSDB) que ataca o problema da violência urbana.

A prefeita, ao abrir a reunião, parabenizou o deputado pela iniciativa e garantiu apoio à proposta. “Precisamos saber lidar com as dificuldades, prevenir, organizar”, projetou Paula. Ela ainda citou ações como a limpeza de canais de drenagem, a integração de ações da polícia no Pacto e as ações de prevenção do programa, que podem dar algum tipo de resultado futuramente.

O prefeito de Piratini, Vitor Ivan Rodrigues - Vitão (PDT), disse que os novos tempos exigem novas formas de gestão e ainda citou a estiagem da região. “Se pensou muito só em Defesa Civil, mas o momento que se vive hoje não se planejou no passado”, sintetizou. Vitão garantiu apoio da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) ao projeto.

Uma das ideias propostas na reunião foi da prefeita Paula Mascarenhas, que pediu que o projeto inclua planos regionais, levando em conta as peculiaridades políticas, sociais e ambientais. Se aprovado o projeto na Assembleia Legislativa, cada município terá quatro anos para realizar seu plano de resiliência, com mobilização de todos os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes).

Aos prefeitos, o deputado também tem disponibilizado um guia de como traçar seu próprio plano e seu planejamento para se tornar uma cidade resiliente.


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