Estilo pet

Período de alerta para os carrapatos

Temperaturas mais elevadas colaboram com o proliferação do aracnídeo; confira algumas dicas para prevenir e tratar as infestações

04 de Março de 2018 - 22h00 Corrigir A + A -
Manter os locais limpos é a principal dica para evitar o problema (Foto: Divulgação - DP)

Manter os locais limpos é a principal dica para evitar o problema (Foto: Divulgação - DP)

Verão, principalmente para os cachorros, é época de ataque dos carrapatos. Pelo comprido ou baixo, de raça ou sem raça definida, velhinho ou filhote, de grande ou pequeno porte, todos podem ser afetados pelo aracnídeo, até mesmo gatos, humanos e outros animais. Apesar de ser comum, o carrapato deve ser temido, já que tem potencial de trazer complicações sérias para o hospedeiro. Por isso, saber como evitá-lo e como curar o cão corretamente em caso de infestação é importante.

Um lar livre de carrapatos para os pets começa por uma boa limpeza do ambiente. Aroldo de Oliveira Garcia, veterinário, alerta para os locais preferidos do parasita: grama alta, paredes e locais onde possa se esconder, como embaixo de mesas e tábuas. Por isso, além do chão, esses espaços devem ser bem dedetizados. “O carrapato fica mais suspenso nas paredes do que no chão”, explica. A limpeza com produtos higienizadores e a utilização de aspirador de pó são recomendados.

Há várias formas de evitar a infestação ou o prolongamento da ação dos carrapatos no cão. No mercado, produtos como coleiras anticarrapatos, comprimidos e remédios utilizados na nuca do animal estão disponíveis - basta escolher o melhor tratamento. Banhos semanais com produtos carrapaticidas, seja em cachorros com muito pelo ou pouco, também dão conta do problema. “O melhor remédio é o comprimido, é o mais eficaz. Pode administrar um comprimido por mês que ele ficará agindo por via sistêmica”, indica Garcia. O produto pode ser encontrado em casas especializadas.

Alguns carrapatos podem ser vetores de outras doenças. Se estiver infectado, ao picar acaba transmitindo protozoários que vão para a corrente sanguínea do cão, podendo causar enfermidades no pet. A babesiose é uma delas. A doença age infectando e destruindo os glóbulos vermelhos do cão, causando anemia e perda de sangue, explica Garcia. Como sintoma, febre e tristeza são os mais perceptíveis. Em caso de suspeita, levar o pet ao veterinário é sempre a melhor opção.

Cuidado também na hora de remover
“As pessoas têm hábito de puxar o carrapato do animal. Mas, dessa forma, o aparelho bucal do inseto ainda fica preso na pele e isso causa um processo inflamatório”, explica. A melhor forma de tirar o carrapato, então, é com o auxílio de uma gaze embebida em álcool ou carrapaticida. Outra opção, menos recomendada, é utilizar uma colher quente, método que fará o carrapato se desprender. 


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