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Senegaleses na tela

História de imigrantes em Pelotas é contada através de documentário

28 de Fevereiro de 2018 - 10h12 Corrigir A + A -
Troca com os imigrantes é colocada como destaque do trabalho pela equipe do documentário (Foto: Divulgação - DP)

Troca com os imigrantes é colocada como destaque do trabalho pela equipe do documentário (Foto: Divulgação - DP)

Eles falam língua diferente, tem outra cultura, outros hábitos, mas em comum com tantos pelotenses a corrida atrás da máquina para sobreviver até o próximo dia. Já membros da cidade, embora nem todos os aceitem como tal, os imigrantes senegaleses são protagonistas do documentário Selegalè, produzido pelos alunos do curso de Jornalismo da UFPel André Pereira, Eduardo Uhlmannm e Jordan Romano.

Ao Diário Popular, Pereira conta que a escolha pelo tema se deu "pela necessidade de se mostrar a realidade" dos imigrantes, os momentos felizes e as durezas diárias de quem mora em outro continente. "Sentimos falta de material além das pesquisas acadêmicas", comenta. Além dos senegaleses, foram entrevistados outros pontos d vista da questão, como o Secretário de Assistências Social, Luiz Eduardo Longaray.

A primeira etapa foi de observação. A equipe buscou entender quem eram aquelas pessoas, o que havia os trazido para cá, como era o cotidiano delas, de que forma se deu o acolhimento da comunidade pelotense. Após, foi feito contato com Bathie Fall, espécie de líder dos cerca de 20 senegaleses que ainda moram em Pelotas. Fall foi centro de polêmica quando, em abordagem da Guarda Municipal, recebeu tiros de teases - arma de choque pertencente ao órgão. Naquele momento, ele não comercializava produtos.

Além da experiência jornalística que o trabalho concedeu aos estudantes, Pereira destaca outras aprendizados. A possibilidade de estar em contato outra cultura, por exemplo, com hábitos e religião diferentes. "Conhecemos uma comunidade totalmente distante da nossa. Foi interessante contar a história dessas pessoas sensacionais que ficam quase que escondidas e são muitas vezes alvo de racismo e xenofobia.

Nesse ponto, o estudante afirma que o trabalho pode contribuir para a vida dos senegaleses à medida em que os traz representatividade. "Vão se enxergar na tela e o pelotense vai perceber que nao é tão diferente assim daqueles homens. Esperamos que sirva para mostrar que, ao final de tudo, somos todos iguais e que nascer aqui ou lá não interfere em nada no nosso caráter", completa.


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