Convênio

Governo do Estado e IFSul fazem parceira para reformar rede elétrica das escolas

Dezenove instituições serão contempladas em Pelotas por projetos de alunos

27 de Fevereiro de 2018 - 10h15 Corrigir A + A -
Melhoria. Assis Brasil está entre as beneficiadas. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Melhoria. Assis Brasil está entre as beneficiadas. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

O governo do Estado fechou uma parceria com dez instituições de Ensino Superior para a criação de projetos de reforma das redes elétricas das escolas estaduais. Em Pelotas o convênio foi firmado com o IFSul, cujos alunos serão responsáveis por planejar as alterações em 19 unidades de ensino. Posteriormente, os projetos serão entregues ao Executivo gaúcho, que definirá quais obras poderão iniciar ainda neste ano.

A parceria surgiu em meio à dificuldade do Executivo gaúcho em cumprir a demanda elétrica das escolas. O governo recebe recursos do Bird para as obras, mas, segundo o secretário de Planejamento, Governança e Gestão, Carlos Búrigo, não há pessoal disponível para criar os projetos de reestruturação da parte elétrica. Um levantamento da secretaria indica que das 2.540 escolas estaduais, cerca de duas mil apresentam esse tipo de problema, simples ou mais grave.

“Nós vamos disponibilizar às escolas contempladas no convênio cerca de R$ 40 milhões para a execução dessas obras. Nossa avaliação é que não se justificava a contratação de 80 ou 100 engenheiros elétricos para essa questão. Temos escolas em prédios antigos, que apresentam problemas estruturais, detalhou Búrigo.

O IFSul deve selecionar esta semana cinco alunos do curso de Engenharia Elétrica, que serão bolsistas do governo do Estado e trabalharão nos projetos. Concluídos, eles serão analisados pelo coordenador do curso no IFSul, Marcel Souza Mattos, e técnicos do governo estadual. A partir daí, o governo deve transferir verbas às escolas que contratarão empresas para a execução dos projetos. A estimativa de Búrigo é de que, de acordo com a complexidade e a necessidade, as obras comecem já na metade deste ano.

O coordenador da 5ª Coordenadoria Regional de Educação (5ª CRE), Carlos Humberto Vieira, explica que em Pelotas foi feito um levantamento de locais com problemas nas estruturas elétricas e o critério de seleção adotado foi pelas instituições com mais alunos ou que apresentavam situações mais críticas.

“A nossa ideia é ampliar. A tendência é de que outras escolas do município e da região sejam atendidas no futuro”, destaca Vieira. O governo terá os custos apenas das bolsas pagas aos alunos do IFSul que ainda serão selecionados. Todo o resto será arcado pela instituição de ensino.

Em relação à seleção de alunos, Marcel Souza de Mattos explica que ainda será feita uma avaliação prática. Inicialmente serão apenas cinco vagas preenchidas - cerca de 19 estudantes preencheram a ficha de inscrição. O IF também não coloca prazos para os projetos serem concluídos e ainda não foi feita uma pré-análise das 19 escolas.

Quem será atendido
►Parque do Obelisco
►Félix da Cunha
►Nossa Senhora de Fátima
►Nossa Senhora de Lourdes
►Raquel Mello
►Cassiano
►Arco-Íris
►Fernando Treptow
►Franklin Olivé Leite
►Armando Fagundes
►Escola de Ensino Médio Adolfo Fetter
►Assis Brasil
►Santa Rita
►Marechal Rondon
►Luis Carlos Correia da Silva
►Ondina Cunha
►Marechal Luís Alves de Lima e Silva
►Dom João Braga e Santa Eulália


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