Clandestinidade

Patram descobre depósito e comércio ilegal de gás GLP

Instalações eram totalmente inseguras para a atividade, devido a ser uma área residencial

21 de Fevereiro de 2018 - 09h42 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Os liquinhos (P2) apresentavam indícios de envasilhamento clandestino, uma vez que não possuíam o lacre termo-aderente e apenas um tamponamento tentando imitar os utilizados por uma marca conhecida de gás (Foto: Divulgação - DP)

Os liquinhos (P2) apresentavam indícios de envasilhamento clandestino, uma vez que não possuíam o lacre termo-aderente e apenas um tamponamento tentando imitar os utilizados por uma marca conhecida de gás (Foto: Divulgação - DP)

A Patram de Pelotas, na noite de terça-feira (20) após denúncia anônima, foi até um suposto depósito e comércio irregular de Gás GLP. No local, de forma clandestina, foi encontrada uma revenda e depósito de Gás GLP; também faziam o envasilhamento de linquinhos. No momento da chegada dos policiais, estava na frente do depósito uma motocicleta com reboque carregada com três botijões P13 vazios e algumas bombonas de 20 litros de água cheias.

Ao ser abordado, um dos funcionários disse que no local havia mais botijões P13, P2 (liquinho) e bombonas de água, levando os policiais ambientais até o local. Os liquinhos (P2) apresentavam indícios de envasilhamento clandestino, uma vez que não possuíam o lacre termo-aderente e apenas um tamponamento tentando imitar os utilizados por uma marca conhecida de gás. Não foi apresentado qualquer documento referente às atividades desenvolvidas, ao que os veículos foram recolhidos e os botijões e bombonas apreendidos.

Segundo a Patram, as instalações do local eram totalmente inseguras para tal atividade, devido ser uma área residencial e a situação precária da rede elétrica - não havia sistema de controle de ventilação e/ou exaustão para dissipação dos gases residuais do suposto envasilhamento, fato este agravado pela falta de Álvara do Corpo de Bombeiros.

Por não possuir Autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP), nem mesmo Licença de Operação para aquela atividade, foi dada voz de prisão em flagrante delito ao proprietário por Crime contra a Ordem Econômica, artigo 1º da Lei Federal 8176/91 e artigo 60 da lei federal 9605/98, por fazer funcionar atividade potencialmente poluidora sem Licença. A ocorrência foi apresentada na Delegacia de Pronto Atendimento de Pelotas (DPPA).

Denúncias podem ser feitas pelos telefones (53) 3309-5380 ou 3225-3722.


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