Final feliz

O retorno para a casa depois do sumiço

Irmãos, assim como ele, têm transtorno mental não especificado

14 de Fevereiro de 2018 - 21h28 Corrigir A + A -
Danilo foi ajudado em Pelotas e levado de volta  (Foto: Divulgação - DP)

Danilo foi ajudado em Pelotas e levado de volta (Foto: Divulgação - DP)

Os últimos dias foram marcados pela resolução de um mistério na praia do Laranjal. Com a ajuda das redes sociais, um homem que perambulava pelas ruas do bairro foi reconhecido e retornou para a cidade onde reside. Ele estava desaparecido desde novembro do ano passado, quando fugiu de uma casa de repouso no município de Cachoeira do Sul.

Danilo Girelli, 50 anos, é natural de Anta Gorda e órfão de pai e mãe. Os irmãos, assim como ele, têm transtorno mental não especificado. Seu tutor é um primo, com quem morou por alguns anos até ser internado no Lar de Maria, em Cachoeira do Sul. O motivo da internação foram as fugas frequentes do homem. Não raro o tutor precisava abandonar suas atividades rotineiras para sair em busca do primo desaparecido.

Na casa particular, o problema se repetiu. Quem conhece e cuida de Danilo afirma que ele gosta muito de caminhar a esmo. A dona do lar, a pelotense Ester Lopes, explica que o estabelecimento não é totalmente fechado. Os internos podem sair para passear, mas todos voltam. Danilo, não.

Andando a pé e com ajuda de caronas, Danilo já passou pelos municípios de São Lourenço do Sul, Rio Pardo, Dom Feliciano, Encruzilhada do Sul e pela praia do Cassino. “Sempre aparece uma pessoa iluminada na vida dele e ele volta”, fala Anadir Souza, assistente social de Anta Gorda. Foi através da prefeitura do município que o homem foi identificado. Sua história já é conhecida na cidade e acompanhada pela assistência social.

A principal responsável pelo final feliz dessa história é Maria dos Santos. Dona de um restaurante no Laranjal, ela dava comida ao homem. “Tinha dias que ele vinha, depois sumia”, lembra. Além do alimento, buscou saber a origem daquele que estava há 15 dias transitando pelo bairro. “Ele tinha dificuldades para falar, mas conseguiu escrever seu nome em um papel”, conta. Também lembrava da cidade natal, Anta Gorda.

Maria sabia que seria difícil localizar a origem dele sozinha, então pediu ajuda à página SOS Laranjal. A publicação feita em uma rede social recebeu centenas de compartilhamentos e comentários. Em pouco mais de 24 horas as assistentes sociais de Anta Gorda e de Cachoeira do Sul já tinham sido contatadas e rumaram a Pelotas para buscá-lo.


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