Luto

Morre aos 94 anos a presidente do Theatro São Pedro, Eva Sopher

O o corpo será velado no próprio Theatro até as 18h; Eva estava internada no hospital Moinhos de Ventos

08 de Fevereiro de 2018 - 09h50 Corrigir A + A -
A produtora cultural fundou em 1982 a Fundação Theatro São Pedro. (Foto: Infocenter Moizés Vasconcellos)

A produtora cultural fundou em 1982 a Fundação Theatro São Pedro. (Foto: Infocenter Moizés Vasconcellos)

O Rio Grande do Sul perdeu nesta quarta-feira (7) uma das figuras mais respeitas do cenário cultural. Morreu aos 94 anos, a presidente da Fundação Theatro São Pedro, Eva Sopher. O velório vai até as 18h desta quinta-feira, no próprio Theatro. O governador do Estado, Ivo Sartor decretou luto oficial do Estado por três dias.

"Acabo de receber a triste notícia do falecimento de dona Eva Sopher. Deixo minha homenagem a essa grande mulher, que dedicou uma vida inteira à arte e à cultura. Como legado, deixa sua luta pela preservação do Theatro São Pedro, o respeito da classe artística de todo o Brasil e o carinho e a consideração do povo gaúcho", declarou o governador.

Nascida em 1923, em Frankfurt, na Alemanha, Eva Margareth Plaut fugiu do regime nazista com sua família para o Brasil. Na época, com apenas 13 anos, teve que aprender outro idioma, cultura e, o mais importante, o respeito às diferenças, compreendendo o significado das palavras sobrevivência e liberdade. Morou em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde casou-se com Wolfgang Sopher e teve suas filhas Renata e Ruth.

Em 1960 mudou-se para Porto Alegre, onde deu início a um marco relevante na trajetória cultural do Rio Grande do Sul. Após tornar-se conhecida pelo trabalho como produtora cultural na Pró Arte, foi convidada a assumir, em 1975, o desafio de coordenar as obras de reconstrução do Theatro São Pedro interditado há dois anos devido ao mau estado de conservação e às precárias condições de segurança. Em 1982, quando foi criada a Fundação Theatro São Pedro, Eva passou a responder por sua presidência.

A história de Eva Sopher já foi contada na biografia Doce Fera, escrita pelo jornalista Antonio Hohlfeldt, em filme, no documentário Eva e o Theatro, de Claudia Dreyer. De acordo com os responsáveis pelo Theatro São Pedro, poucas mulheres têm em sua biografia depoimentos de artistas e grupos que reforçam o título de uma das maiores administradoras culturais do Brasil.

 


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