Saúde

Primeiro foco Aedes aegypti é encontrado em Pelotas

Três larvas e uma pupa foram encontradas em um dos pontos de monitoramento do Aedes aegypti

06 de Fevereiro de 2018 - 21h46 Corrigir A + A -
Trabalho dos agentes é fundamental para evitar problemas maiores (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Trabalho dos agentes é fundamental para evitar problemas maiores (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Pelotas registrou o primeiro foco de Aedes aegypti na cidade em 2018. Foram três larvas e uma pupa (estágio intermediário entre a larva e o mosquito) identificadas na segunda-feira em um dos pontos chamados de estratégicos, no bairro Fragata. O local fica às margens do Arroio Fragata, na BR-392, próximo ao trevo de acesso ao Capão do Leão.

Apesar do caso, a supervisora de uma equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Maria Jovelina, diz não haver motivo para pânico. A partir da identificação, um raio de 300 metros foi delimitado para fazer novas análises.

O foco encontrado estava em um pneu. Conforme equipes da Vigilância, ele teria sido trazido de Santo Ângelo, já com os ovos depositados e aqui, após o contato com água parada, eclodiu. Após a identificação, o pneu passou pelo chamado tratamento mecânico, quando a água é jogada fora em local seco e ele é lavado, escovado, limpo e tratado para evitar a disseminação de novos focos.

Na tarde desta terça-feira (6), a equipe do Diário Popular acompanhou o trabalho da equipe de Vigilância em Saúde no perímetro onde as larvas foram encontradas. Os profissionais verificaram todos os locais com potencial para novos focos. Em dois tonéis com água parada, foram encontradas seis larvas, que encaminhadas ao laboratório da SMS, foram identificadas como sendo de outras espécies de mosquito e não Aedes aegypti.

O responsável pela análise é o biólogo Marco Bastos. A rapidez para fazê-la é comemorada pelo profissional. Segundo ele, em outras cidades chega-se a levar dias para ter uma resposta. Em Pelotas, é questão de minutos. “É sair, pegar e já analisamos”, comemora o profissional.

Nos locais com larvas e pupas encontrados, a água é descartada em espaços secos (direto ao chão) para evitar a contaminação de ralos ou valetas. A partir disso, os moradores passam por conscientização e orientação, e a fiscalização em pontos estratégicos passa a ocorrer quinzenalmente. Segundo Maria Jovelina, o verão é mais perigoso para a proliferação do Aedes porque em questão de horas a larva se desenvolve até o estágio de mosquito, enquanto no inverno esse processo pode levar até uma semana.

A agente de vigilância e saúde e chefe da equipe responsável pelo bairro Fragata, Isaura Motta, lembra da necessidade de cuidado para evitar a proliferação. Apesar da falta de existência de casos de dengue, zika, febre amarela ou chikungunya na cidade, é necessário manter-se sempre em estado de alerta para não termos o problema aqui. Os casos até agora registrados são de pessoas que contraíram as doenças fora e depois apresentaram sintomas aqui. “Tem que estar sempre em vigilância”, alerta.

Levantamento Rápido
Em janeiro, Pelotas passou pelo Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (Liraa). Entre os dias 22 e 26, cerca de 20% dos imóveis de todos os bairros do município foram vistoriados especificamente para encontrar larvas, mas nada foi identificado. A expectativa é de fazer quatro vezes o Liraa neste ano, o próximo deve ser em abril.

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