Trágico

Paciente em surto esfaqueia GM e leva um tiro na cabeça

Segundo ocorrência policial, o jovem foi atingido após tentar arrancar a arma do agente de segurança ferido

04 de Fevereiro de 2018 - 10h51 Corrigir A + A -

Por: Redação
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* Atualizada às 20h05min

A Delegacia de Homicídio e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Pelotas passa a investigar as circunstâncias em que um jovem foi baleado na cabeça no final da noite de sábado (3) na rua Anchieta, próximo à Rafael Pinto Bandeira, centro da cidade. De acordo com a ocorrência policial, o tiro foi efetuado por um guarda municipal como última alternativa para conter P.A.B., de 24 anos, que estava em surto e tinha esfaqueado o outro agente de segurança.

Pelo registro policial, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada por volta das 23h30min pelo primo de P.A.B. Os socorristas então solicitaram o apoio da Guarda Municipal. Já no local, os paramédicos perceberam que o paciente estava com uma faca. Em crise, o jovem investiu contra a equipe que conseguiu fugir.

Os dois guardas municipais no serviço de apoio tentaram conter a vítima, mas a mesma atacou um deles que acabou esfaqueado. No mesmo momento, o outro agente de segurança usou o spark (arma de choque) sem sucesso, uma vez que o paciente bateu no braço do guarda arremessando a arma para longe.

Ainda em surto, o jovem tentou arrancar a arma do guarda esfaqueado. Foi quando o outro agente de segurança efetuou um disparo acertando a cabeça da vítima. Para a polícia, o servidor municipal disse que foi a última alternativa para conter a fúria do jovem em surto.

Atendimento

Os guardas chamaram novamente o Samu e o paciente baleado foi levado para o Pronto-Socorro de Pelotas (PSP), onde na manhã deste domingo permanecia no setor de emergência.

Já os agentes de segurança foram até a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) relatar o fato. O primo da vítima também foi ouvido e confirmou que P.A.B. estava em surto e que investiu contra socorrista e guardas com um faca. Ele disse ainda que o rapaz sofre de depressão e passa por tratamento psicológico.

A pistola, as munições e o spark do guarda municipal foram apreendidos para investigação, assim como a faca usada pelo paciente.

Para o superintendente operacional da Guarda Municipal, Igor Bretanha, a reação à ocorrência não foi desproporcional e o disparo atingiu acidentalmente a cabeça do homem. De acordo com ele, a intenção do agente envolvido era impedir os ataques que poderiam vitimar técnicos do Samu, guardas e até familiares. "Foi uma ação em legítima defesa própria e de terceiros. Sem isso provavelmente estaríamos falando em mais pessoas lesionadas ou em óbito", justifica.

O secretário de Segurança Pública, Aldo Bruno Ferreira, defende a ação do guarda. "Este é um dos piores tipos de ocorrência, pois envolve uma pessoa em surto e que não é possível conversar e tentar convencê-la a ser conduzida pela equipe do Samu. O guarda é um rapaz muito centrado e competente, que esgotou todas as possibilidades. Não houve outra alternativa a não ser usar a arma de fogo, infelizmente", argumenta.


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