Benefício

Servidores da educação reivindicam adicional de férias

Benefício para cerca de 500 educadores foi pago somente em janeiro; secretário disse que não houve reclamações na Sgaf

21 de Janeiro de 2018 - 12h41 Corrigir A + A -
Apesar de acordo, professores e orientadores alegam não ter recebido (foto: Divulgação - Simp) (Foto: Divulgação - DP)

Apesar de acordo, professores e orientadores alegam não ter recebido (foto: Divulgação - Simp) (Foto: Divulgação - DP)

Alguns professores da rede municipal de educação estão reclamando, através do Sindicado dos Municipários de Pelotas (Simp), o pagamento do adicional de férias. Em dezembro, cerca de 500 profissionais da área ficaram sem o tradicional terço de férias, em função de uma mudança na política destes pagamentos na Secretaria de Gestão Administrativa e Financeira (Sgaf). A solução apresentada pelo governo foi de pagar esta parcela de servidores através de uma folha suplementar em janeiro. O secretário Jairo Dutra, da Sgaf, informou por telefone que nenhum servidor procurou a pasta para reclamar.

O pagamento foi feito na última segunda-feira (15). No entanto, alguns servidores continuam procurando a entidade para esclarecimentos. "A maioria recebeu, porém muitos ainda estão ligando para o sindicato informando que não foram contemplados", comunica a presidente do Simp, Tatiane Rodrigues. Após as reclamações, o Simp entrou em contato com a Secretaria, que solicitou ao sindicato informações sobre o número de servidores que não receberam o direito. "O erro foi deles. O Simp não tem como afirmar quantos foram, até porque não é obrigação de todos que não receberam procurar o sindicato", comentou Tatiane.

Dutra confirma que houve um erro no sistema e que o governo quer regularizar esta questão com os servidores para as férias no final de 2018. O sindicato e a prefeitura devem montar um grupo de trabalho para regular o formato de pagamento do adicional de férias. "Não tivemos reclamação lá (na Sgaf). Mas no caso a caso vamos resolver", informou Jairo.

Conforme Tatiane, o secretário havia se comprometido em pagar o adicional de férias também aos orientadores educacionais, que trabalham nas escolas e também estão de férias coletivas em janeiro. Jairo Dutra informou que os orientadores educacionais não receberão agora o adicional de férias. Questionado sobre a promessa, o secretário afirmou que somente os professores receberiam agora.

Conciliação
Em uma audiência pública promovida pela vereadora Fernanda Miranda (PSOL), que possui relação com o Simp, o secretário da Sgaf, Jairo Dutra, e o secretário Artur Corrêa (PTB), de Educação e Desporto (Smed), apresentaram como solução o pagamento através de uma folha de pagamento suplementar na primeira quinzena de janeiro. A justificativa apresentada pelos secretários é de que, contando a partir de março, os professores só teriam direito de usufruírem do benefício em março do ano seguinte, ao completar 12 meses.

No entanto, historicamente as férias dos educadores é realizada coletivamente durante o mês de janeiro, quando não há aulas na rede pública. Na Câmara, muitos professores também argumentaram que estavam trabalhando há anos, e não desde março de 2017. Algumas profissionais que receberam o benefício relataram que colegas mais antigos no funcionalismo não haviam recebido.


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