Tempo

"Jogador não precisa comprar ideia, ele vem para fazer funções", diz Martini

Goleiro reconhece que o Brasil precisa evoluir como um todo

06 de Fevereiro de 2017 - 12h54 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Ideia é liberar a arquibancada para a Série B do Brasileiro
(Foto: Jô Folha) (Foto: Jô Folha - DP)

Ideia é liberar a arquibancada para a Série B do Brasileiro (Foto: Jô Folha) (Foto: Jô Folha - DP)

Coletiva. Entrevista ocorreu no Salão de Honras 
(Foto: Carlos Insaurriaga) (Foto: Jô Folha - DP)

Coletiva. Entrevista ocorreu no Salão de Honras (Foto: Carlos Insaurriaga) (Foto: Jô Folha - DP)

Desta vez parece que não ficará para a última hora. O tenente-coronel André Silvério, do Corpo de Bombeiros, esteve nesta segunda-feira (6) pela manhã no estádio Bento Freitas onde se reuniu por cerca de uma hora com a direção executiva, o conselho deliberativo, a Porto 5 e a comissão de obras do Brasil. O motivo é encaminhar o processo de liberação do Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI) para a Série B do Brasileiro. Após liberar a arquibancada móvel localizada na avenida Juscelino Kubitschek até o dia 30 de abril, o Xavante inicia os trabalhos para conseguir alcançar os dez mil lugares necessários para a disputa em casa do nacional.

Uma mudança no projeto atrasou o cronograma das obras e a liberação da nova arquibancada. O motivo é que além da implementação dos hidrantes, que será finalizada no dia 16 deste mês, um novo PPCI terá que ser feito em cima das alterações do projeto. Inicialmente a parte interior da estrutura da rua Princesa Isabel seria preenchida por uma estrutura administrativa, que seria construída com o decorrer do tempo. Porém, a pedidos do Departamento de Futebol, o local terá que receber o vestiário do time visitante.

Jogadores e comissão técnica solicitaram para que houvesse arquibancada na JK. Isso fez com que a ideia inicial, de realizar a continuação da obra do estádio por ali, fosse alterada para a Neto. A dificuldade é que neste espaço, atualmente, está localizado o vestiário visitante. Um novo projeto precisou ser feito pela construtora Porto 5. Ele será aprovado até quinta-feira pela direção executiva do Brasil. Só assim, finalmente, as obras serão retomadas. “Não tem como prometer, mas acredito que para a Série B tudo estará concluído”, afirmou o vice-presidente da comissão de obras, André Araújo.

União
Um dos temas abordados na coletiva foi a união entre direção executiva, Porto 5 e comissão de obras. Araújo chegou a afirmar que “a responsabilidade de liberar ou não tem que ser de todos. Não é dos Bombeiros ou de A ou B. A reunião na semana passada serviu para unificar o trabalho. Tivemos alguns desencontros de como tocar a obra, mas está tudo resolvido desde a semana passada. O torcedor terá que entender que teremos vários contratempos. A responsabilidade da liberação é do clube. Todos nós somos responsáveis”.

Complexo
Para chegar aos dez mil lugares de capacidade o Brasil terá que aumentar a arquibancada da Juscelino Kubitschek. Este processo é um dos que mais preocupam o Corpo de Bombeiros. O motivo é que com o aumento do volume de metal, próximo às duas torres de iluminação, este torna-se um alvo em potencial para receber uma descarga elétrica. Por isso será fundamental um novo projeto e a implementação de para-raios. Além disso, o novo PPCI da nova arquibancada só poderá ser encaminhado após a conclusão das obras internas. “Não medimos realmente esforço para que a sociedade tenha o Bento Freitas. Nosso objetivo é auxiliar e encaminhar para que o estádio chegue à capacidade de dez mil em maio”, disse o tenente-coronel Silvério.

Tempo. Esta tem sido a palavra mais utilizada no Bento Freitas. Principalmente para justificar a falta de resultados. O pouco tempo de pré-temporada e menos ainda com os reforços que foram chegando ao longo dos treinamentos tem refletido à desorganização da equipe. O próprio técnico Rogério Zimmermann tem alertado estas dificuldades após os confrontos. Mas será que os contratados têm o perfil e vão se adaptar à filosofia vencedora que o comandante rubro-negro implantou nos últimos anos no Bento Freitas? Um dos mais experientes e um dos líderes do vestiário rubro-negro, o goleiro Eduardo Martini é direto ao responder o questionamento.

“Jogador não precisa comprar ideia, ele vem para fazer funções. Rogério manda e nós obedecemos. Simples assim. Se eles não se adaptarem, se não quiserem comprar a ideia serão trocados. Rogério tem seu estilo de jogo, ele vai impor e nós temos que fazê-lo”, afirmou o arqueiro.

As dificuldades de adaptação ficaram ainda mais claras na derrota para o Cruzeiro em casa no último domingo. Das quatro peças diferentes do ataque, Lenílson, antes de sair lesionado, e Aloísio foram os que se mostraram mais à vontade. Bruno Lopes poucas vezes recebeu a bola e teve dificuldades quando procurado pelo alto. Jean Silva não conseguiu ter vitórias pessoais sobre os marcadores pelo lado esquerdo. Jogada forte e tradicional do rubro-negro. O caso mais exemplificador foi de Juninho. Ao entrar na vaga de Lenílson, ele teve que cumprir uma função tática bem diferente do que está acostumado na carreira. Tanto que Zimmermann o chamava para conversar seguidamente à beira do gramado para passar instruções.

Não é somente sobre os novos atletas que recai a cobrança por resultados e desempenho. Martini reconhece que o Brasil precisa evoluir como um todo. “Temos que melhorar tudo. Eu tenho que melhorar. Todos temos que melhorar individualmente e coletivamente. Não tem algo que estamos fazendo bem, com excelência.


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