"Projeto audacioso"

Do céu ao inferno

Banda ArmönyA lança disco de estreia acompanhado de videoclipes com base na obra A divina comédia

06 de Fevereiro de 2017 - 18h01 Corrigir A + A -
Antes de formarem a ArmönyA, o quinteto tocou junto pela banda Waken entre os anos de 2013 e 2014 (Foto: Divulgação)

Antes de formarem a ArmönyA, o quinteto tocou junto pela banda Waken entre os anos de 2013 e 2014 (Foto: Divulgação)

Entre períodos de trevas e resplendor, surgiu a banda pelotense ArmönyA. Formada em 2015, permaneceu dois anos em reclusão para produzir o que chama de metal alternativo sinfônico. A combinação vale-se de influências como rock progressivo, grunge e metal core, somados a diversos instrumentos de orquestra. No início deste ano o grupo saiu da escuridão para apresentar um álbum autoral completo e, ainda, um curta-metragem inspirado na principal obra de Dante Alighieri. 

"O projeto é audacioso, principalmente para a estreia de uma banda", confessa o tecladista Jones Radtke, que divide a criação sonora com Rodrigo Candia (voz e guitarra), Henrique Rippel (guitarra), Romácio Machado Jr (baixo) e Roger Candia (bateria). Os rapazes citam em suas influências desde compositores eruditos como Ludovico Einaudi, Yanni e Hans Zimmer até grupos pesadões no calibre de Alter bridge, Tremontim e Oficina G3.

Mudança de conceito
Antes de formarem a ArmönyA, o quinteto tocou junto pela banda Waken entre os anos de 2013 e 2014. O trabalho desenvolvido reunia covers de um rock mais comercial, como Nickelback, Creed e Reação em Cadeia. No ano seguinte, deixaram de lado a Waken para apostar no som próprio.

A transição desencadeou em um longo período de isolamento, a fim de desenvolver um álbum conceitual. Não queriam apenas reunir músicas avulsas em um CD. Ao todo, as faixas contam uma história. Foram gravadas, ao longo de nove meses, em encontros mensais junto do produtor musical Matheus Menega. Uma lenta gestação que rendeu 14 faixas, entre dez músicas e quatro transições.

Som e imagem
Em paralelo, o grupo decidiu produzir um curta-metragem dividido em quatro capítulos. Cada um deles serve de videoclipe para as canções. Este projeto audiovisual ganhou o nome de Sombra e luz.
Na falta de grana para realizar as gravações e a divulgação do material, os rapazes preferiram aprender por si mesmos. Cada um dos integrantes ficou responsável por uma parte do processo: cinema, fotografia, atuação e marketing digital.

O resultado tanto da primeira parte do curta quanto da produção gráfica do site e do CD impressiona. "Mesmo sendo um projeto independente, sem financiamento, nos preocupamos com os detalhes. É tudo feito pela banda, com dedicação e capricho", salienta Jones.

Ou tudo ou nada
O conceito visual utilizado em Sombra e luz é o da oposição entre céu e paraíso. "E o que vem à mente quando falamos sobre essa analogia? A divina comédia, de Dante Alighieri", comenta Romácio, sobre a inspiração. Na história, um homem envolve-se em um acidente de carro e sente-se culpado pela morte da esposa. Passa, então, a ser atormentado por dois demônios. Os demais capítulos devem ser lançados a cada dois meses.

Apesar das músicas estarem disponíveis em plataformas digitais como Spotify, Deezer, Google Play e YouTube, a ArmönyA recomenda a audição do álbum através do site oficial da banda - e com fones de ouvido. No endereço on-line, cada faixa ganhou uma capa personalizada e um pequeno texto que contextualiza o significado dos versos. "Não investimos em um single", diz o baixista.

Para conhercer a ArmönyA, acesse: www.armonya.com.br, www.youtube.com/armonyaoficial e www.fb.com/armonyaofficial


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