Investimento

Parque Tecnológico deve virar realidade

Aguardado desde 2009, expectativa é de que até o final deste mês seja licitada a ocupação dos espaços

06 de Fevereiro de 2017 - 16h43 Corrigir A + A -
Atualmente, o prédio, que foi inaugurado em setembro de 2016, é ocupado apenas pela Sdet, Coinpel e PPT (Foto: Paulo Rossi - DP)

Atualmente, o prédio, que foi inaugurado em setembro de 2016, é ocupado apenas pela Sdet, Coinpel e PPT (Foto: Paulo Rossi - DP)

Até o final do mês espera-se conhecer as empresas que ocuparão o Pelotas Parque Tecnológico (PPT), ao menos é isso que deseja a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sdet). O último prazo estabelecido para lançamento do edital era janeiro, mas uma lei federal que modifica os convênios com organizações sociais passou a vigorar no município, interferindo no processo.

No prédio inaugurado em setembro de 2016, as únicas salas atualmente ocupadas são duas da Sdet, duas da Companhia de Informática de Pelotas (Coinpel) e uma do setor de Relações Institucionais do próprio PPT. As instalações estão prontas - com exceção de alguns pisos trincados, que já estão sendo trocados pela empreiteira responsável - e à espera apenas de um edital para que seus ocupantes sejam conhecidos. Porém, as oito salas destinadas a empresas consolidadas e as 19 prometidas a startups devem continuar vazias pelo menos até a primeira quinzena deste mês, quando o processo de seleção deverá ser lançado, informou o secretário Fernando Estima. Além disso, a estrutura conta com um Espaço Gastronômico e Coworking, auditório, sala de apoio, sala de reuniões e espaço de convivência.

A documentação estava pronta, mas como passou a vigorar em 1º de janeiro a lei 13.019/2014, ela precisou ser reavaliada pela procuradoria do município, para que se adapte às novas normas. Como uma organização social sem fins lucrativos será contratada para comandar o PPT, o projeto é diretamente afetado pelas mudanças que tornam esse convênio mais burocrático. O secretário ressalta que tem mantido o contato com algumas empresas interessadas, e que se espera a ocupação de 70% dos espaços após a primeira seleção.

Contudo, entre as startups, maiores beneficiadas com o projeto, a demora no lançamento do edital é desestimulante. André Alba, que faz parte da Indeorum, afirma ter interesse em ir para o Parque Tecnológico, mas que a falta de retorno tem complicado a situação. “O último prazo que nos deram no ano passado foi janeiro” conta ele, que considera o espaço essencial para a troca de conhecimento e desenvolvimento de Pelotas, e reclama que o atraso faz a mão de obra qualificada, que é formada aqui, deixar a cidade. As promessas do lançamento do edital começaram em março de 2009. Em quase oito anos, o PPT sofreu com problemas na infraestrutura, atrasos em documentação, mudanças de gestão pública e legislações, responsáveis pelos inúmeros entraves no projeto.

A lei 13.019
Criada em 2014, só passou a ter validade dentro nos municípios em 2017. Ela modifica todos os convênios firmados pela prefeitura com organizações sociais, por isso os contratos novos e antigos estão sendo revisados, contou o Procurador-Geral de Pelotas, Nádison Hax. “Como toda nova lei, estamos interpretando o texto para que não haja problemas” disse ele. Mesmo sendo mais burocrática, a lei 13.019 possibilita que os editais tenham menor duração, o que agiliza a seleção depois que há o lançamento.


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