Crônica

A promessa do Papai Noel

24 de Dezembro de 2016 - 06h00 Corrigir A + A -

Por Thais Russomano

Já era quase meia-noite quando o trem deixou Tampere. A viagem até o Círculo Ártico finlandês duraria a noite toda. Foi só depois das 7h da manhã do dia seguinte que chegamos a Rovaniemi. O frio no topo do planeta, em pleno inverno, é intenso, com os termômetros sempre marcando temperaturas negativas.

Estávamos, porém, decididos a passar o Natal na terra do Papai Noel, aproveitando as aventuras que só a neve e o gelo propiciam. Assim, jantar em iglus, passear entre esculturas de gelo, andar de trenó puxado por renas, dirigir uma moto sobre a neve e viver quase sem ver a luz do sol era tudo que queríamos para aquele Natal.

Uma das atrações mais disputadas era ser levado por um duende para visitar o Papai Noel, tirar com ele uma foto e, de quebra, fazer um pedido. E foi assim que entramos na fila - eu e meus quatro companheiros de viagem.

Lentamente, fomos penetrando na casa do Noel, toda decorada com motivos natalinos. De repente, avistamos, sentado numa mescla de trono e poltrona, o velhinho de barba branca, olhos meigos, voz carinhosa, vestido com sua conhecida indumentária. Nossa vez chegou e fomos posicionados por um duende ao redor do Noel. Após as tradicionais fotos, fizemos nossos pedidos!

“Quero ser astronauta, vim de longe, do outro lado do mundo, só para pedir isso” - falei olhando nos olhos do Noel. Ele me observou com uma expressão de surpresa, quase espanto. “Farei o possível, dará certo!” - e sorriu.

Era dezembro de 2006. Uma década atrás. Sigo, no entanto, aguardando confiante. Afinal, ninguém pode duvidar de uma promessa feita pelo Papai Noel.


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