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Integração Tarifária deve aumentar em Pelotas

A média nacional aponta 5% do total de catracadas sendo realizadas através da integração

02 de Janeiro de 2018 - 19h25 Corrigir A + A -
Em novembro, 184 mil passageiros usaram a tarifa integrada (Foto: Gabriel Huth - DP)

Em novembro, 184 mil passageiros usaram a tarifa integrada (Foto: Gabriel Huth - DP)

Um direito cada vez mais utilizado. Em 2017, o número de pelotenses usufruindo da integração tarifária do transporte público - quando a mesma passagem vale para duas viagens no mesmo sentido - só fez crescer. Para 2018, a quantidade deve ainda aumentar, com a adesão das linhas Colônia Z-3, Posto Branco e Retiro ao itinerário urbano. 

A semente do projeto atual surgiu ainda em 2012, quando a primeira etapa foi implementada com foco em trabalhadores que precisavam se deslocar entre os bairros Areal e Fragata. A experiência serviu para que em agosto de 2016, na esteira da licitação do transporte público, agora gerenciado pelo Consórcio do Transporte Coletivo de Pelotas (CTCP), todas linhas de ônibus fossem inseridas.

De acordo com o secretário do CTCP, Enoc Guimarães, desde que a integração passou a valer para todos os cidadãos a média é 7,2% dos usuários totais do transporte coletivo utilizando o benefício mensalmente - em novembro foram 8,4%, o maior índice até aqui. São 170 mil integrações mensais. A média nacional aponta 5% do total de catracadas sendo realizadas através da integração. “A característica geográfica de Pelotas colabora. O Centro fica no centro e isso leva as pessoas a utilizarem o serviço”, afirma Guimarães.

O secretário acrescenta que as linhas onde a integração é mais utilizada são aquelas que atendem o campus Anglo da UFPel. Guimarães diz que, para este ano, o objetivo é fazer funcionar bem o acréscimo ds linhas Colônia Z-3, Retiro e Posto Branco ao itinerário urbano. A zona rural, ele salienta, não fará parte do projeto mesmo com a licitação que a envolve. “São contratos diferentes e custos diferentes”, argumenta.

Avaliação popular
É oito a nota que a professora Janaína Oliveira dá para o funcionamento da integração tarifária. Três vezes por semana ela vai da Vila Princesa até o Centro e, de lá, desce no Fragata, onde leciona. A pelotense relata que em dias de trânsito mais intenso, principalmente na avenida Fernando Osório, acaba por estourar o tempo de uma hora que o usuário tem para utilizar a mesma passagem para dois deslocamentos. “Fora isso o sistema funciona muito bem e é importante para quem trabalha”, pondera.
Daniel Carvalho, gari, é mais complacente e dá logo nota dez. Ele mora no Fragata, próximo ao 9º Batalhão de Infantaria Motorizado, e vai todo dia até o Centro para, depois, se deslocar até a Guabiroba. “É melhor que o vale-transporte, mais prático e barato”, elogia

Integra??o

 


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