Policiamento

Brigada Militar recebe cinco novas viaturas

Na solenidade, secretário de Segurança Pública, Cezar Schirmer, anunciou a construção de uma nova penitenciária para Pelotas e disparou que "presidiários não merecem unidades prisionais melhores porque são bandidos"

28 de Dezembro de 2017 - 19h44 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

As cinco viaturas foram oficialmente entregues nesta quinta-feira em cerimônia no largo do Mercado Público (Foto: Gabriel Huth - DP)

As cinco viaturas foram oficialmente entregues nesta quinta-feira em cerimônia no largo do Mercado Público (Foto: Gabriel Huth - DP)

Ao anunciar a construção de um novo presídio em Pelotas, o secretário disparou que

Ao anunciar a construção de um novo presídio em Pelotas, o secretário disparou que "presidiários não merecem unidades prisionais melhores porque são bandidos" (Foto: Gabriel Huth - DP)

Durante a solenidade de entrega das cinco viaturas ao 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM), nesta quinta-feira (28), no largo Edmar Fetter, o secretário de Segurança Pública Cezar Schirmer, anunciou a construção de um novo presídio para Pelotas. Apesar da declaração, ainda não há local, nem data, nem planta da nova cadeia. Inicialmente estava previsto para o governador José Ivo Sartori fazer a entrega dos veículos, mas enviou o secretário da SSP como representante.

Em discurso, Schirmer disse que "presidiários não merecem unidades prisionais melhores porque são bandidos". Segundo ele, quem merece que sejam construídas boas penitenciárias é a população para que se tenha maior segurança. "Não existe Segurança Pública sem presídios. Criminoso tem que estar atrás das grades", comentou ao falar sobre o investimento de R$100 milhões em cadeias no Estado.

Além do anúncio da nova casa prisional, Schirmer prometeu reforço no efetivo da Brigada Militar de Pelotas a partir de fevereiro, após a formatura de 450 soldados. Em entrevista à reportagem, o secretário afirmou que tem conhecimento dos índices de criminalidade do município e que o governo tem feito ações para diminuir a violência na cidade. De acordo com ele, a Princesa do Sul está entre as prioridades do governo Sartori. "Não estamos parados. Tudo que está dentro do nosso alcance está sendo realizado. Essas viaturas devem ajudar muito no policiamento ostensivo no combate ao crime", disse.

O chefe da Casa Civil do RS, Fábio Branco, comentou que o governo tem atuado contra a criminalidade com criatividade, competência e dinâmica. Branco falou ainda que Sartori tem tomado decisões corajosas e humildes. "Ações estratégicas que merecem o reconhecimento", afirmou.

Viaturas
As cinco viaturas modelo Toyota Corolla chegam a Pelotas para somar à atual frota. O Comando do CRPO-Sul informou o número de viaturas à disposição por considerar que se trate de plano estratégico da corporação. No entanto, o tenente-coronel Ortiz garante que a frota atual está em bom estado e é suficiente para a região. Os veículos já estão em circulação.

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Assinatura do SIM
Além da entrega das viaturas, a prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) oficializou a participação de Pelotas no Sistema de Segurança Integrada com os Municípios (SIM). O SIM-RS estabelece obrigações mútuas entre o Estado e os parceiros, como instituições vinculadas, secretarias estaduais, municípios, órgãos da esfera federal e entidades da sociedade civil. A adesão ao sistema é feita de acordo com a estrutura disponível, sem a necessidade de criação de novas estruturas ou órgãos que onerem custos aos cofres públicos.

Entre as possibilidades estão a integração de sistemas, o compartilhamento de infraestruturas e tecnologias, a troca de informações voltadas ao combate da criminalidade, a construção de uma doutrina única de capacitação e qualificação aos agentes da Segurança Pública, a adoção de políticas antidrogadição e a reinserção de apenados na sociedade.

Schirmer parabenizou Paula pela iniciativa do Pacto Pelotas pela Paz e comparou o projeto com o SIM-RS. "Ações que englobam todas as esferas. A Constituição prevê responsabilidade do Estado mas diante do que temos visto, não temos outras alternativas a não ser somar", completou.


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