Comércio

Vendas de Natal crescem abaixo de 2%

A estimativa era de aumento de 3,2% em relação ao ano passado

25 de Dezembro de 2017 - 18h25 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

 (Foto: Carlos Queiroz - DP)

(Foto: Carlos Queiroz - DP)

Crescimento abaixo dos 2% foi o resultado das vendas para o Natal de 2017, na comparação com a mesma data no ano passado. Este é um dado preliminar, explica o presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) de Pelotas, Gilmar Bazanella, mas projetado em vendas nominais, quando apenas se comparam valores, sem considerar indicativos como o da inflação do período. Antecipadamente, a estimativa era de aumento nas vendas de 3,2% em relação ao ano passado. Hoje, o Sindilojas deve completar o levantamento junto aos associados, quando terá números mais precisos, segundo Bazanella.

Dois fatores podem ter influenciado estes índices considerados baixos: um o da falta de hábito do consumidor de ir às compras aos domingos, que coincidiu com a véspera do Natal neste ano e é considerado um dos melhores dias de vendas de presentes para a data; o outro, do pagamento do 13º salário ao funcionalismo estadual através de empréstimo bancário, liberado muito próximo ano Natal. "Quem não está acostumado não aceita e não acessa", diz o líder varejista sobre o 13º estadual. Com movimento de clientes abaixo do esperado, os lojistas viram no domingo, principalmente à tarde, a busca de presentes de menor valor agregado. Muitas lembrancinhas de última hora, com preços entre R$ 20,00 e R$ 30,00. Na média, o tíquete de vendas para este Natal não deve passar de R$ 85,00, em estimativa de Bazanella.  

Pelotense, mas morando em Goiânia, capital de Goiás, onde é professor do Instituto Federal (IF) Sul, Maurício Mendonça fazia compras na tarde de domingo, justificando: "A semana foi corrida e acabei deixando para a última hora". Já o lojista Roberto Peter considerou que o movimento maior foi mesmo à tarde, embora as lojas tenham funcionado também pela manhã no domingo. Falta de tempo foi a explicação de muitos, contou Peter. A maioria das filiais de redes de lojas de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos fechou por volta das 16h. Nas principais galerias, grande parte das lojas também fechou mais cedo e os ambulantes tomaram conta do Calçadão da Andrade Neves, em busca de um faturamento extra.



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