Alívio no bolso

Hortaliças chegam ao consumidor com preços mais baratos

Clima favorável resultou em alta produtividade e grande oferta, barateando as compras, principalmente nas feiras

22 de Dezembro de 2017 - 09h27 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Bolso. Quem comemora o resultado são os consumidores. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Bolso. Quem comemora o resultado são os consumidores. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

É a famosa lei da oferta e da procura. Com o clima jogando a favor dos produtores da região - e também de fora -, os preços das hortaliças passaram de vilões a mocinhos do orçamento familiar. Pelo menos de acordo com levantamentos feitos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em nível nacional nos atacados e pelo Procon nos mercados locais. A boa produção no campo é a grande responsável por quedas que chegam a um quarto do preço final em feiras e mercados.

A notícia, claro, é boa para os consumidores. Se não dá para deixar de comprar frutas, verduras e legumes, a cada vez que os valores estampados nas etiquetas ficam menores significa que sobram alguns trocados na carteira. Ou então que a salada na mesa do almoço e jantar será mais farta. Em Pelotas já é possível perceber que itens indispensáveis na alimentação estão bem mais baratos. O maior exemplo é o tomate, que registrou queda de 25,7% no último levantamento feito pelo Procon. O preço médio que era de R$ 4,32 passou para R$ 3,21. E deve cair ainda mais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Evair Ehlert, da Emater, especialmente o tomate e o pimentão estão pesando menos no orçamento do consumidor final porque começou a entrar com mais força a produção local, diminuindo a necessidade de abastecer as feiras com estas hortaliças vindas de outros estados. O mesmo deve já começar a ocorrer com a cebola. O preço, que no final de outubro estava em cerca de R$ 2,68 reduziu em 9,33%, ficando na média de R$ 2,43.

Também aparecem com quedas significativas nos mercados pelotenses a batata (-10,27%) e o mamão (-3,47%). “Ainda não fiz a conta, mas visualmente já consigo notar alguma diferença. Até porque tenho o hábito de fazer a feira duas vezes por semana e sempre no mesmo lugar”, diz o musicoterapeuta Nelson Barreto, 47. A sensação dele é confirmada por comerciantes. Para eles, produto mais barato não significa faturamento menor, já que os consumidores acabam levando algum item extra.

Segundo Evair Ehlert, a queda no preço final é só a ponta do iceberg, fruto da desvalorização na hora dos intermediários adquirirem junto aos agricultores. A cebola está sendo comprada dos produtores por R$ 0,60 o quilo. Nesta mesma época do ano passado o valor chegava a R$ 1,00. Batata doce e abóbora também despencaram. O quilo da primeira passou de R$ 2,00 para R$ 1,00 e o da segunda de R$ 1,50 para R$ 0,80.


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