Pacto

UFPel quer a retirada de pauta do Código de Convivência

Documento da universidade deve ser enviado nos próximos dias ao legislativo e ao Executivo pelotense

20 de Dezembro de 2017 - 20h30 Corrigir A + A -

"O Código é incompatível com o cotidiano e o pensamento universitário", resumiu o reitor (Foto: Paulo Rossi - DP)

O reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pedro Curi Hallal, informou na manhã desta quarta-feira (20)que a instituição vai se posicionar contra o projeto que institui o Código de Convivência em Pelotas. Mesmo sendo uma entidade integrante do programa Pacto Pelotas pela Paz - a UFPel aderiu no último dia 12 -, a instituição pretende enviar um documento pedindo a retirada do projeto de pauta na Câmara de Vereadores e outro destinado à prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) reforçando a decisão.

A universidade integra o Pacto em quatro eixos: contribuir para a realização da estratégia Infância Protegida através do fortalecimento de vínculos e precaução à violência na primeira infância; contribuir para a ampliação da perícia em casos de abuso sexual de crianças e adolescentes; identificar vagas disponíveis em cursos e disponibilizá-los para jovens em situação de vulnerabilidade social; além de participar de ações conforme a disponibilidade da instituição.

"Não foi uma adesão ao pacote fechado, foi uma adesão específica com quatro ações. O Código é incompatível com o cotidiano e o pensamento universitário", explica Hallal. A partir de uma reunião com o Diretório Central de Estudantes (DCE), a Associação dos Servidores (Asufpel) e a Associação dos Docentes (Adufpel), na terça-feira, veio a decisão, que seria também debatida durante a tarde de quarta-feira para formular o documento.

Para o reitor, o Código não é compatível com o pensamento institucional da UFPel sobre o tema violência que é enfrentado com projetos de extensão e se inserindo na comunidade. "O conceito precisa mudar como um todo, especialmente o componente arrecadatório e punitivo do código nos incomoda conceitualmente", opinou durante a manhã de ontem.

Hallal reforçou que é a favor da ideia macro do Pacto e que não está sendo discutido a saída da instituição do programa, e sim que há uma discordância quanto ao Código de Convivência.

Para que o projeto seja retirado de pauta, é necessário que o líder do governo na casa, no caso o vereador Fabrício Tavares (PSD), peça a retirada da proposta da pauta. A decisão pela retirada da pauta também pode partir do presidente da Câmara.


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