Melhoria

Obras de restauração no Castelo Simões Lopes devem iniciar no próximo ano

Questões burocráticas atrapalharam o início dos trabalhos, previstos anteriormente para julho deste ano

07 de Dezembro de 2017 - 23h19 Corrigir A + A -
Uma faixa com a data foi fixada no portão da propriedade, que ocupa seis mil metros quadrados (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Uma faixa com a data foi fixada no portão da propriedade, que ocupa seis mil metros quadrados (Foto: Carlos Queiroz - DP)

A população terá de esperar mais algum tempo para ver recuperado o Castelo Simões Lopes. As obras, inicialmente planejadas para iniciarem em julho, deverão começar no primeiro semestre de 2018. Isso porque o projeto para captação de recursos via leis de incentivo à cultura esbarra em questões burocráticas.

Em maio o Diário Popular noticiou que o Instituto Eckart havia entregue à prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) o projeto parcial de restauro da construção. Elaborado pela arquiteta Simone Neutzling, ele tem a primeira parte - banheiros, garagem e muros - orçada em R$ 1,2 milhão. Deste valor, R$ 200 mil foram garantidos pela Arrozeira Pelotense, cujo objetivo é instalar no castelo o Museu do Arroz.

De acordo com a produtora cultural Clarice Ficagna, da Surya Projetos, empresa responsável por planejar a captação de recursos, o caso do castelo é diferente dos demais por se tratar de um prédio tombado. Como tal, precisa de autorização municipal, estadual e federal para ser restaurado. Ela adianta que os trâmites estão atualmente nas mãos da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (Cnic), órgão que precisa aprovar a captação através da Lei Rouanet e da Lei de Incentivo à Cultura (LIC).

Assim que a primeira etapa, o jardim, for concluída, o local já estará aberto à comunidade. Clarice acrescenta que a ideia é proporcionar que as pessoas se apropriem do espaço através da proposição de atividades como feiras orgânicas e de artesanato. A participação dos pelotenses, diz, tem sido o que dá fôlego para seguir em frente com a busca por recursos. Ela conta que na página no Facebook, Castelo Simões Lopes, tem recebido diversas manifestações de apoio, além de materiais históricos, como fotografias, que irão contribuir para que, quando forem pensadas as atividades, seja preservada a essência do lugar. "Com essas informações estamos montando um catálogo. Foi uma surpresa muito positiva essa receptividade em relação a um patrimônio cultural", comenta, destacando que algumas pessoas inclusive realizaram doações, que serão deduzidas do imposto de renda destas.

O Castelo Simões Lopes possui seis mil metros quadrados e 80% de área verde. A parceria entre Instituto Eckart e prefeitura tem duração estipulada em 15 anos e poderá ser estendido por mais 15.


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