Sentença

Justiça condena assassino de adolescente em Canguçu

Cristian Jessé Soares de Moura recebeu a pena de 27 anos e três meses de reclusão em regime fechado pela morte da jovem Jaíne Centeno, de 16 anos, em março de 2016

07 de Dezembro de 2017 - 20h23 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Julgamento começou às 9h no Tribunal do Júri, em Canguçu (Foto: Evaldo Gomes)

Julgamento começou às 9h no Tribunal do Júri, em Canguçu (Foto: Evaldo Gomes)

O Tribunal do Júri de Canguçu condenou nesta quinta-feira (7) Cristian Jessé Soares de Moura, 29, a 27 anos e três meses em regime fechado pela morte da adolescente de 16 anos, Jaíne Centeno, em março de 2016. Ele é acusado de homicídio triplamente qualificado, tentativa de estupro qualificada, sequestro duplamente qualificado e ocultação de cadáver. Segundo o laudo pericial do Instituto Geral de Perícias (IGP), a morte foi causada por asfixia por engasgadura e traumatismo crânio-encefálico. Jaíne ainda teve diversos ossos quebrados. A possibilidade de participação de outras pessoas no crime foi descartada.

No inquérito da Polícia Civil consta que o acusado disse ter "dado uns pegas na adolescente", com o consentimento dela. No júri, em depoimento ao juiz da Comarca de Canguçu, Régis da Silva, Moura, no entanto, negou os fatos. Ao magistrado, ele disse que a pessoa que aparece nas imagens das câmeras de segurança não é ele. O réu disse, inclusive, que não estava na cidade no dia do crime, já que estaria trabalhando com carga e descarga em outro local. De acordo com a Polícia Civil, Jaíne foi morta após se negar a manter relações sexuais com Jessé.

Imagens das câmeras de segurança do entorno mostram Cristian de Moura abordando a adolescente e em seguida a puxando pelo braço. O corpo da jovem foi encontrado de bruços, com sinais de violência e ferimentos na cabeça, em um matagal às margens da BR-392, a 300 metros de um dos acessos ao município. Ele está recluso no Presídio Regional de Pelotas (PRP) desde a época do crime.

Jaíne era a única filha de Ivaine e do trabalhador rural, Vitelmo Centeno. A adolescente foi sepultada no dia 8 de março, em que se comemora a conquista das mulheres na luta por direitos e igualdade. Naquele dia, a mãe da vítima disse à reportagem do Diário Popular que Jaíne era uma pessoa especial. "Se eu pudesse pedir uma filha, eu teria pedido ela. A Jaíne era uma menina carinhosa, amiga e responsável. Sempre na minha volta, sempre na volta do pai dela. Não sei como vão ser os nossos dias. Peço a Deus que nos dê sabedoria para seguir em frente sem ela, nada que eu fizer vai trazer minha filha de volta".

Confira a pena discriminada

Sequestro: 2 anos e 9 meses de reclusão;
Tentativa de estupro: 4 anos e 8 meses;
Homicídio qualificado: 18 anos e 8 meses de reclusão;
Ocultação de cadáver: 1 ano e 2 meses.

Relembre
Jaíne Centeno, 16, estava acompanhada de duas amigas quando, por volta das 7h do dia 5 de março, teria decidido ir para casa. Segundo a mãe da jovem, ao sair da festa, a filha teria dito às amigas que não precisaria de companhia para retornar, já que sua residência ficava perto do clube, menos de três quadras. Manifestações foram realizadas na cidade como um pedido de justiça pela morte da adolescente.


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