Literatura

Produção dramatúrgica de Simões Lopes Neto agora em livro

A Casa do Capitão recebeu os autores João Luís Pereira Ourique e Luis Rubira para o lançamento

06 de Dezembro de 2017 - 12h50 Corrigir A + A -

Por: Ana Cláudia Dias
anacl@diariopopular.com.br 

Pesquisa. Parceria entre Ourique e Rubira (D) . (Foto: Otávio Fortes)

Pesquisa. Parceria entre Ourique e Rubira (D) . (Foto: Otávio Fortes)

Depois de Porto Alegre, os pesquisadores João Luís Pereira Ourique e Luis Rubira lançaram nesta quarta-feira (6) em Pelotas o livro João Simões Lopes Neto. Teatro [século XIX]. A sessão de autógrafos inicou às 19h, no Instituto João Simões Lopes Neto, rua Dom Pedro II, 810. A obra será comercializada pela Livraria Vanguarda no local ao preço de R$ 70,00.

A obra em dois tomos resulta de projeto de pesquisa iniciado em 2012. O trabalho feito em parceria pelos dois professores/pesquisadores levou quatro anos para ser concluído e traz aos público, por meio da editora Zouk, toda a produção dramatúrgica de Simões (1865-1916).

O primeiro tomo abarca a produção do século 19 e o segundo, a do século 20, na ordem cronológica dos lançamentos. No total são 14 obras, três delas recebem pela primeira vez a transcrição: Mixórdia (1894-1895), A Fifina e Coió Júnior (1896). O segundo tomo se encerra com a transcrição da última peça Nossos filhos, de 1915.

Neste primeiro livro estão as peças O boato (1893-1894), Os bacharéis (1894), Mixórdia (1894-1895), O bicho (1896), Coió Júnior (1896), A viúva Pitorra (1896-1898) e A Fifina (1899). Além das transcrições, cada texto está acompanhado por ensaio crítico. A obra ainda conta com uma introdução escrita por João Ourique, contextualizando a trajetória do autor no teatro.

Simões, que estreou como escritor com a dramaturgia, foi, segundo os pesquisadores, um homem de teatro. Além de conhecer a linguagem textual se envolvia na produção das peças. “Enquanto ele teve dinheiro, produziu muito e não apenas o texto, mas esteve em envolvido com a produção, quase como um diretor”, comentou Ourique.

E se as celebradas obras Contos gauchescos e Lendas do Sul foram reconhecidas após a morte do escritor, o trabalho no teatro recebeu o apoio da crítica e o reconhecimento do público ao longo de sua vida.


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