Cinema

Orgulho de ser do Cinema

Cauã Reymond, estrela de Não devore meu coração, conta que pela primeira vez foi o mais experiente do elenco

02 de Dezembro de 2017 - 15h00 Corrigir A + A -
Personagem se envolve com uma perigosa gangue de motoqueiros na fronteira entre Brasil e Paraguai. (Foto: Divulgação - DP)

Personagem se envolve com uma perigosa gangue de motoqueiros na fronteira entre Brasil e Paraguai. (Foto: Divulgação - DP)

Na busca por projetos instigantes, Cauã Reymond vem se tornando coprodutor de filmes nacionais de tempos para cá. Não devore meu coração, que acaba de chegar aos cinemas, é o mais recente deles. Na trama, o ator vive um rapaz que se envolve com uma perigosa gangue de motoqueiros na fronteira do Brasil com o Paraguai. Nessa entrevista, Cauã fala com orgulho do trabalho, em que pela primeira vez teve a missão de liderar um elenco bem menos experiente.

Diário Popular/Globo Filmes - O Fernando, seu personagem, é um jovem que cuida da casa, tem grande carinho pelo irmão e atitudes de um típico rebelde. Como foi o processo para dar vida a ele?

Cauã Reymond - Eu diria que a composição do Fernando é fruto de conversas com o diretor e análises das indicações do roteiro. A partir daí, deixei a intuição tomar conta. A prosódia também ajudou muito nessa construção, pois tínhamos uma grande mistura de sotaques da cultura local. O fato de estar num set silencioso foi outro fator importante. Costumo dizer que eu me concentro me desconcentrando. Não tenho o hábito de fazer brincadeiras e falar bobagens antes das cenas. Aquele é um momento de criação.

DP/GF - Os trabalhos do diretor Felipe Bragança e da produtora Marina Meliande misturam fantasia e realismo. Como você se encaixou na proposta?
CR - Tenho bastante admiração pelos trabalhos anteriores deles, motivo pelo qual topei estar nesse projeto. O Felipe propôs uma dramaturgia clássica e a história do meu personagem ajuda a conduzi-la, abrindo espaço para que os protagonistas jovens trabalhem mais no universo da fábula e do lúdico. Essas características fazem deste um filme bastante singular. Tenho muito orgulho de ter participado dele como ator e coprodutor.

DP/GF - Você contracena com os jovens protagonistas. Como foi a interação com esse elenco?
CR - Pela primeira vez na carreira, me vi na condição de ser o mais experiente do elenco, tirando a sensacional Claudia Assunção, com quem eu já tinha trabalhado em Avenida Brasil. Ao contracenar com essa galera jovem e intuitiva, percebi que tinha que convidá-los a entrar naquele mundo de imaginação. Comecei a entender os trejeitos e a forma de cada um trabalhar e rapidamente eles foram entrando no jogo da imaginação. Sempre com o Felipe como maestro desta orquestra.

DP/GF - Você tem se dividido entre Cinema e TV. Seus métodos de trabalho variam de acordo com o ambiente?
CR - Geralmente, desenvolvo o personagem de acordo com o que o projeto pede, sempre tentando entrar no clima da equipe e assimilar a metodologia que a direção e meus colegas de trabalho trazem. Adequar-se à forma como as pessoas trabalham é um grande exercício e isso me alimenta bastante como profissional. Ajuda a não ficar viciado e a não entrar no piloto automático.


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