Educação

Em votação apertada, Cpers decide manter greve do magistério

Professores realizaram assembleia extraordinária na tarde desta sexta-feira em Porto Alegre

24 de Novembro de 2017 - 18h09 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Com uma diferença de apenas 56 votos, os professores estaduais que se reuniram em assembleia extraordinária em Porto Alegre, decidiram nesta sexta-feira (24) manter a greve da categoria. Com isso, a paralisação que já dura 80 dias deve ser mantida e se torna a mais duradoura do Estado nos últimos 30 anos, ficando atrás apenas da mobilização de 1987 que se estendeu por 96 dias.

Foram 2.192 professores presentes na assembleia no ginásio Gigantinho. Destes, 838 votaram pela continuidade da greve e 782 pediram o fim. Os demais se abstiveram ou anularam o voto. Conforme o Cpers, dos 42 núcleos do sindicato espalhados pelo interior, 14 defendem a manutenção da paralisação.

Diante da margem apertada, a presidente do Cpers, Helenir Schurer, que defendeu o fim da greve, afirmou que tentará fortalecer a mobilização para negociar com o governo. No entanto, admite que encontrará dificuldades. vamos fazer uma força agora para tentar buscar, pelo menos, uma audiência com o Governo. “A fragilidade da greve nos prejudica porque o Governo, é óbvio, ele vai jogar”, avalia.

O governo do Estado afirma que apenas 1% das escolas gaúchas estão em greve e que não irá comentar a decisão do Cpers. O secretário da Educação, Ronald Krummenauer, pretende que todas as aulas atrasadas sejam recuperadas até fevereiro do ano que vem.


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