Cenário favorável

Um novo cenário favorável

Vice-presidente da Federasul, Fernando Marchet, projeta crescimento na economia

22 de Novembro de 2017 - 14h39 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Fernando Marchet veio falar sobre perspectivas econômicas (Foto: Gabriel Huth - DP)

Fernando Marchet veio falar sobre perspectivas econômicas (Foto: Gabriel Huth - DP)

Palestrante da última reunião-almoço Tá na Hora do ano, realizada mensalmente pela Associação Comercial de Pelotas (ACP), o mestre em Economia Fernando Marchet trouxe novo ânimo aos participantes. Vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul (Federasul), Marchet analisou o momento econômico do país e do Estado, projetando crescimento moderado para os próximos anos.

Resultados crescentes, mas com despesas acima da receita, deixaram o saldo indesejado de uma dívida de R$ 200 bilhões para o país, que consome, hoje, 74% de tudo o que é produzido, contou Marchet, citando a falta de perspectivas existente até a saída da presidente Dilma. “O que mudou”, questionou o vice-presidente da Federasul. Em resposta, citou a nova equipe econômica que passou a trabalhar no país, buscando o corte do déficit público e renegociando as dívidas com os estados.

O resultado foi o aumento da confiança em todos os segmentos da economia brasileira. “Só a expectativa das mudanças já melhorou o ambiente econômico. Para a produtividade, que é importante pilar para gerar empregos, Marchet lamenta que não tenha crescido o suficiente para tirar o Brasil do 81º lugar no ranking dos países em condições econômicas iguais, ficando apenas à frente do Peru e da Colômbia.

“Vivemos a pior crise da história do país”, lembrou o palestrante, citando perspectivas otimistas para 2018 e 2019, com a retomada da produção pela indústria, com reflexos no comércio e, por último, em serviços. O endividamento das famílias caiu e inflação controlada em 4% e os juros em 9% serão favoráveis, disse Marchet.

Para o Estado, lembrou que os resultados do agronegócio trouxe crescimento de 12% no primeiro semestre deste ano, contra 6% no país. Hoje, a indústria está recompondo estoques, a partir de pedidos do comércio. Toda a cadeia produtiva começa a reagir, diz. Para novos investimentos, a tendência de uma melhora para economia exige cautela, no entanto, em relação à equipe econômica do próximo presidente


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