Produção

Quebra da safra do pêssego deve ser de 40% em Pelotas

Colheita deve cair de 60 milhões de quilos em 2016 para 36 milhões por causa do clima

10 de Novembro de 2017 - 09h21 Corrigir A + A -

Por: Tânia Cabistany
taniac@diariopopular.com.br 

Indústria. Setor deve abrir 2,1 mil vagas de emprego. (Foto: arquivo Paulo Rossi)

Indústria. Setor deve abrir 2,1 mil vagas de emprego. (Foto: arquivo Paulo Rossi)

Quebra de safra estimada em 40% e estimativa de colheita de 36 milhões de quilos de pêssego, quase a metade do total do ano passado, que chegou a 60 milhões de quilos. A abertura de postos de trabalho na indústria também não deverá ser a mesma de 2016, quando chegou a quatro mil. A previsão inicial é de 2,1 mil vagas, de acordo com o Sindicato das Indústrias de Doces e Conservas Alimentícias de Pelotas (Sindocopel). Até agora o Sine/FGTAS não recebeu nenhuma oferta, pois as contratações têm ocorrido diretamente na indústria.

A esperança dos produtores está depositada nas variedades tardias da fruta, que normalmente começam entre fim de novembro e início de dezembro, mas que neste ano devem ser antecipadas, visto que a safra também ocorreu mais cedo, cerca de 20 dias antes. “Até as indústrias não estavam bem preparadas para iniciar o envase”, comenta o presidente do Sindicato, Paulo Crochemore.

A quebra de safra se justifica pelo clima e pelas chuvas. “Deu muita podridão e ocorreu da fruta acabar caindo da árvore”, explica. A expectativa é de que as perdas estimadas em 40% possam ser reduzidas com a colheita das variedades tardias, que representam maior valor à indústria. Ainda assim não há como prospectar se terão a mesma quebra. “Espera-se que não”, acrescenta.

A indústria ainda nem contratou todo o efetivo em função desse cenário. Conforme dados do Escritório Regional da Emater de Pelotas, os pomares estão na fase de frutificação e colheita. A safra na região de abrangência, que compreende oito municípios, está prejudicada pelas adversidades climáticas (falta de horas de frio e temperaturas diurnas mais elevadas que o normal, além do granizo) e a ocorrência de perdas devida à podridão parda.

A Associação dos Produtores de Pêssegos da Região de Pelotas (APPRP) e o Sindocopel se reuniram para estabelecer acordo para pagamento de preços mínimos à safra. No primeiro encontro não houve acordo. A proposta da indústria é de pagar R$ 0,90 para o tipo um e R$ 0,70 para o tipo dois. A APPRP deverá apresentar contraproposta e demais alternativas para discussão em assembleia dos produtores de pêssego associados.

Festa terá quarta edição
Enquanto a indústria organiza a safra 2017, Pelotas fará a quarta edição da Quinzena do Pêssego, com ampla programação festiva e cultural. Será durante a segunda quinzena deste mês, com a comercialização de pêssegos in natura pelos produtores. A abertura oficial da colheita será no dia 25, na sede da Comunidade São Luiz, na zona rural. Na programação constam concursos de pêssegos e gastronomia com pratos à base da fruta. Para divulgar o evento, estiveram no Diário Popular o vice-prefeito Idemar Barz e a corte do evento, rainha Karolin Schiller e princesa Adriane Radtke. Acompanhou o grupo Loiva Schiller, representante da APPRP.

Morro Redondo também realizará sua festa do pêssego. Está marcada para o dia 19, na sede da Comunidade Cristo Rei, na colônia Colorado, com a realização de concurso das melhores e maiores frutas de pêssego.


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