Clamor

Comunidade escolar do CMP pede socorro

Colégio Pelotense sofreu vários arrombamentos no ano e os casos de violência só aumentaram

09 de Novembro de 2017 - 22h14 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Ato contou com a presença de muitos alunos no fim da tarde desta quinta-feira (Foto: Jô Folha - DP)

Ato contou com a presença de muitos alunos no fim da tarde desta quinta-feira (Foto: Jô Folha - DP)

Alunos do turno da noite do Colégio Municipal Pelotense realizaram nesta quinta-feira (9) um ato por mais segurança nas proximidades da escola. Há poucos dias, uma aluna estava sentada em frente ao educandário quando foi assaltada e agredida pelo criminoso. Ele sentou ao lado da vítima, desejou boa noite e anunciou o assalto. A jovem do terceiro ano teve o celular roubado e sofreu coronhadas no rosto. "Aqui está muito perigoso, todos os dias há casos de assalto. Os estudantes estão correndo riscos", observou o professor de história, Fábio Gonçalves. Durante o ato, os alunos deram as mãos, fizeram corrente e gritaram por mais segurança. A rua Marcílio Dias e a avenida Bento Gonçalves chegaram a ser bloqueadas.

O diretor da Unidade, Arthur Katrein, disse que, devido à violência, os alunos estão sendo orientados a não saírem das dependências escolares ou quando saírem, que se dirijam diretamente para casa. Nem os professores escapam da mira dos assaltantes, alguns, inclusive, já foram alvo de roubo à mão armada. "Não podemos apoiar que fiquem em frente à escola, sujeitos ao perigo. Aqui só não acontece coisa pior porque ninguém teve coragem de fazer. Estamos inseguros", comentou. Katrein reconhece a presença de agentes da Guarda Municipal (GM), mas reclama da falta de policiamento ostensivo no entorno de uma das maiores escolas públicas da América Latina. "A situação é realmente complicada. Precisamos de soluções. Quando acontece algo, a Brigada Militar ou a Guarda aparecem", disse.

Apesar da promessa de mudança por parte dos dos órgãos de Segurança Pública, a situação de violência vivida no ano passado se repete em 2017. Os crimes não têm hora para acontecer e são praticados no fim da manhã, início da tarde e fim da noite. "Eles já nem se intimidam com a presença das pessoas e agem normalmente em frente ao colégio", conta Arthur.

Após onda de assaltos, o secretário de Segurança Pública, Aldo Bruno Ferreira, o Tenente Bruno, esteve reunido com alunos e funcionários da escola para ouvir as demandas e apresentar ações de prevenção à criminalidade nas proximidades do colégio. Bruno prometeu mais atenção ao Pelotense bem como em outras escolas que sofrem com a violência e o uso de drogas em seu perímetro. "As medidas já estão sendo tomadas para garantir a segurança de todos, não só dos estudantes", garantiu. Conforme o secretário, hoje, servidores da Guarda Municipal devem iniciar um curso de patrulhamento de motocicleta, ministrado pela Brigada Militar, que será utilizado nas rondas escolares.

Furtos na escola
No início do ano, o Pelotense sofreu com diversos casos de arrombamentos. Os criminosos levaram materiais utilizados nas aulas de Educação Física, equipamentos dos Escoteiros e do Centro de Tradições Gaúchas (CTG). Os bandidos também furtaram alimentos não perecíveis que seriam utilizados para o preparo da merenda dos alunos.


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