Educação

Segue a greve nas escolas da rede estadual na região de Pelotas

Decisão foi tomada por ampla maioria em assembleia do 24º Núcleo do Cpers-Sindicato

08 de Novembro de 2017 - 19h20 Corrigir A + A -

Por: Michele Ferreira
michele@diariopopular.com.br 

Desde o começo de setembro, categoria realiza vários atos públicos em protesto pelas medidas do Governo Sartori (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Desde o começo de setembro, categoria realiza vários atos públicos em protesto pelas medidas do Governo Sartori (Foto: Carlos Queiroz - DP)

A greve na rede estadual de ensino segue na região. Foi a decisão tomada por ampla maioria na tarde desta quarta-feira, em Pelotas, após assembleia do 24º Núcleo do Cpers-Sindicato. A categoria volta a se reunir na sexta a partir das 12h30min, em Porto Alegre, quando os rumos do movimento - que já ultrapassa os dois meses - entram novamente em votação.

A falta de detalhamento do Governo Sartori sobre as formas para colocar fim aos parcelamentos e atrasos nos salários, assim como para o pagamento do 13º salário em dia, estão entre as principais razões para o descontentamento de professores e funcionários. "O governo diz que fará esforços para atender aos pedidos da categoria, mas concretamente não se compromete e cria condicionamentos com os quais não concordamos", destaca o diretor do 24º Núcleo do Cpers-Sindicato, Mauro Amaral.

O acordo para renegociação da dívida com a União - que impõe congelamento nos reajustes - e a política de privatização do Banrisul despontam entre as propostas refutadas pela categoria. A revisão das isenções fiscais e o combate à sonegação aparecem entre as medidas que o governo de José Ivo Sartori (PMDB) poderia implementar para reverter o cenário de crise - reiteram os trabalhadores.

Não às férias no verão

Em documento, no final da tarde de terça-feira, o governo do Estado oficializou posição contrária à proposta do Cpers de que os 45 dias de férias - assegurados aos professores - fossem gozados entre janeiro e fevereiro; o que estenderia parte da recuperação dos dias parados em 2017 a março de 2018. O governo do Estado reafirma a necessidade de cumprimento integral do calendário escolar, tão logo as aulas sejam retomadas. Foi uma das afirmações expressas em ofício assinado pela Casa Civil.

 

 


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