Meu lar

Rio Grande é contemplado faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida

Com déficit total de 14 mil habitações para esta faixa de renda, a prefeitura de Pelotas está disponibilizando duas áreas para que as construtoras interessadas executem seus projetos

08 de Novembro de 2017 - 08h07 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Entregues. Os dois mais recentes ficaram prontos em junho. (Foto: arquivo Flávio Neves)

Entregues. Os dois mais recentes ficaram prontos em junho. (Foto: arquivo Flávio Neves)

Leal. Secretário em Pelotas conta que a cidade é a única no país sem projetos. (Foto: Inforede - DP)

Leal. Secretário em Pelotas conta que a cidade é a única no país sem projetos. (Foto: Inforede - DP)

O Ministério das Cidades publicou portaria no Diário Oficial da União (DOU), habilitando a construção de 240 unidades habitacionais com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) dentro da faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida em Rio Grande, o único município contemplado na Zona Sul.

Pelotas, segundo o secretário local de Habitação e Regularização Fundiária, Ubiraja Leal, é a única cidade brasileira com mais de cem mil habitantes em que não tramitam novos projetos para a construção de moradias para a faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, que beneficiam familias com renda mensal de um salário mínimo.

Com déficit total de 14 mil habitações para esta faixa de renda, a prefeitura de Pelotas está disponibilizando duas áreas para que as construtoras interessadas executem seus projetos. Segundo Leal, de 8% a 10% do custo de um empreendimento imobiliário é o do terreno.

O diretor do Sindicato da Indústria da Construção e Mobiliário (Sinduscon) de Pelotas e Região, Dagoberto Leal, explica que o desinteresse das construtoras por este tipo de empreendimento é justificado pelo valor muito baixo pago pela construção das unidades. As faixas 1,5 e dois trazem remunerações maiores, compensando a realização da obra.

De acordo com o diretor do Sinduscon, além da doação do terreno, o Executivo municipal teria que dar a isenção das taxas e tributos para este tipo de empreendimento e fornecer a infraestrutura. Sobre os terrenos que a prefeitura se propôs a doar o Sinduscon estuda o aproveitamento para moradias da faixa 1, explica que eles ainda não têm a infra-estrutura necessária.

Os últimos residenciais para esta faixa de renda entregues em Pelotas foram o Acácias e o Azaléia, em junho. Outros dois, o Amazonas e o Rondônia, serão repassados aos seus compradores no final deste ano, com projetos aprovados pelo Banco do Brasil.

Unidades em Rio Grande
As primeiras 240 unidades para a faixa 1 em Rio Grande devem ter o começo da construção em 180 dias, adianta o secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Gilmar Ávila. No total, uma área de 54 hectares é disponibilizada pela prefeitura da cidade para a construção de três mil moradias para esta faixa de renda, que corresponde por 80% do déficit local. Consórcio de três empresas, de São Paulo e do Paraná, estão habilitadas para as obras, segundo Ávila.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados