Tecnologia

1ª Maratona da Inovação de Pelotas coloca estudantes a produzir melhorias para a cidade

Integrante do evento, o hackaton Code Arena desafia acadêmicos a criarem soluções para problemas municipais

29 de Outubro de 2017 - 14h51 Corrigir A + A -
Estudantes tiveram 36 horas para desenvolver protótipo de aplicativo para solucionar determinados problemas de Pelotas (Foto: Jô Folha - DP)

Estudantes tiveram 36 horas para desenvolver protótipo de aplicativo para solucionar determinados problemas de Pelotas (Foto: Jô Folha - DP)

Designer, programadores e desenvolvedores de softwares formaram nove times com cinco integrantes cada (Foto: Jô Folha - DP)

Designer, programadores e desenvolvedores de softwares formaram nove times com cinco integrantes cada (Foto: Jô Folha - DP)

40 horas voltadas a encontrar soluções para os problemas da cidade. Assim funciona, de sexta-feira até o fim da tarde deste domingo (29), no Parque Tecnológico, a 1ª Maratona de Inovação de Pelotas (MIP). Dentre as atividades, lançamento do novo portal da Prefeitura, ciclo de palestras com profissionais e o 3º Code Arena, evento em que estudantes das áreas de desenvolvimento de softwares, design e programação se concentraram por um dia e meio cruzando dados e criando produtos a serem utilizados em benefício do município.

o Code Arena, verdadeiro hackaton (expressão em inglês que significa maratona de hackers), teve a participação de nove equipes formadas por cinco acadêmicos cada e foi focado no tema "dados abertos e soluções para as cidades". A partir dele, e de informações disponibilizadas pela Prefeitura de Pelotas, os estudantes criaram aplicativos, por exemplo, para otimizar a coleta seletiva na cidade. Mentores de diferentes áreas deram o suporte necessário para que das jovens cabeças, sedentas por inovação, surgissem melhorias ao cotidiano do município.

Representante da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e coordenador da Conectar, incubadora de base tecnológica da instituição, Felipe de Souza Marques disse ao Diário Popular que a UFPel se tornou parceira do projeto por acreditar que essa é mais uma oportunidade de aproximar o mundo acadêmico da realidade das pessoas. "Pensar em coisas concretas, como o fomento à economia, é sempre interessante para o ensino."
As nove equipes disputam uma pré-incubação na Conectar - para os três primeiros colocados -, além de R$ 3.000, destinados à campeã, e cinco bolsas na FATEC, que irão para o segundo lugar. A avaliação será feita por júri especializado e o resultado divulgado próximo das 16h do domingo. Está também em disputa o Prêmio SANEP, em que os concorrentes tentam criar mecanismos para melhorar a comunicação da autarquia. Quem elaborar a ideia mais completa, leva também R$ 3.000 e uma pré-incubação.

Participante do evento, o acadêmico de ciência da computação, Eduardo Bittencourt, aprovou a experiência. "É um grande aprendizado. Estamos vivenciando uma verdadeira dinâmica de mercado, com tema proposto e prazo para entrega ao cliente", comentou. Do design digital, Lorena Damasceno também curtiu a experiência. "É importante esse desafio de estar em contato com diferentes pessoas de diferentes áreas."

Realização
A maratona foi uma realização da Prefeitura e do Pelotas Parque Tecnológico. Tem o patrocínio do Sanep e das empresas Idealiza, Nodo, Cigam, Santa e Possible. O evento contou com o apoio do Sebrae, Senac e das Universidades Federal (UFPel) e Católica (UCPel), além do Instituto Federal Sul-Riograndese (IF-Sul).


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