Operação Malebolge

PF faz buscas em imóveis do ministro Blairo Maggi e em gabinete de deputado

Operação tem como objetivo fazer buscas e apreensões em 64 endereços e por enquanto, será mantida em sigilo

14 de Setembro de 2017 - 12h34 Corrigir A + A -

Agência Brasil

A PF chegou à residência do ministro, em Brasília, por volta de 7h e alguns policiais deixaram o local pouco depois das 9h. No gabinete do deputado, as buscas começaram no início da manhã desta quinta-feira (14), segundo seu chefe de gabinete, e terminaram pouco antes de 11h. (Foto: Fotos Públicas)

A PF chegou à residência do ministro, em Brasília, por volta de 7h e alguns policiais deixaram o local pouco depois das 9h. No gabinete do deputado, as buscas começaram no início da manhã desta quinta-feira (14), segundo seu chefe de gabinete, e terminaram pouco antes de 11h. (Foto: Fotos Públicas)

A Polícia Federal (PF) faz buscas e apreensões em 64 endereços, incluindo imóveis ligados ao ministro da Agricultura Blairo Maggi e o gabinete do deputado federal Ezequiel Fonseca (PP-MT) na Câmara dos Deputados. Os mandados são parte da Operação Malebolge (que corresponde à 12ª fase da Ararath) e são cumpridos a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A PF chegou à residência do ministro, em Brasília, por volta de 7h e alguns policiais deixaram o local pouco depois das 9h. No gabinete do deputado, as buscas começaram no início da manhã desta quinta-feira (14), segundo seu chefe de gabinete, e terminaram pouco antes de 11h.

De acordo com a PGR, a operação tem caráter sigiloso nenhum detalhamento será apresentado enquanto a operação estiver acontecendo. O STF informou que o caso está nas mãos do ministro Luiz Fux e que, como o caso corre sob sigilo, nada será comentado por enquanto.

Segundo a PF, participam da ação 270 pessoas, entre policiais federais e membros do Ministério Público Federal (MPF) nos seguintes municípios: Cuiabá, Rondonópolis (MT), Primavera do Leste (MT), Araputanga (MT), Pontes e Lacerda (MT), Tangará da Serra (MT), Juara (MT), Sorriso (MT), Sinop (MT), Brasília (DF) e São Paulo (SP).

Maggi e Fonseca ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

Contextualização
Fux autorizou no final de agosto abertura de inquérito para investigar denúncias deitas pelo ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa em acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Ele afirma que, durante seu governo, era rotineiro o pagamento de propina a parlamentares para evitar que membros do alto escalão do estado fossem investigados em Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs).

A mando do ex-governador, seu então chefe de gabinete, Silvio Cesar Correa, gravou vídeos em 2013 que registravam o pagamento a deputados estaduais. Cada parlamentar teria recebido R$ 600 mil, 12 em parcelas mensais.

Entre os políticos que aparecem no vídeo estão o atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, o atualmente deputado federal Ezequiel Fonseca, o ex-deputado estadual Alexandre Cesar (PT) e a atual prefeita de Juara (MT), Luciane Bezerra.

Silval também relatou ter pago R$ 200 mil a três deputados estaduais para que votassem pela aprovação das contas de seu governo. Os deputados teriam continuado pedindo propina mesmo após a prisão do ex-governador.

Rodrigo Barbosa, filho do ex-governador, gravou reuniões com o deputado estadual Jeferson Wagner Ramos (PSD). No acerto, o parlamentar receberia R$ 7 milhões que seriam divididos entre os membros da CPI das obras da Copa do Mundo, para isentar Silval na investigação. Esse pagamento não foi realizado.


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